Suspeito Capturado
Nesta sexta-feira (10), a polícia de Minas Gerais prendeu um novo suspeito envolvido no ataque a uma agência bancária em Guidoval, na Zona da Mata, distante 262 km de Belo Horizonte. O homem, que supostamente fazia a escolta do grupo criminoso, foi localizado no bairro São Benedito, em Juiz de Fora, a cerca de 255 km da capital.
A Polícia Civil informou que o suspeito foi levado por uma equipe do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Juiz de Fora até a delegacia de plantão e autuado em flagrante pelos crimes de organização criminosa e embaraço à investigação. Após os trâmites necessários, ele foi encaminhado ao Sistema Prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
As investigações estão em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer todos os detalhes do caso.
Entenda o Ataque
O ataque à agência ocorreu por volta das 2h30 da última sexta-feira. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos, encapuzados e armados com armamentos de alto calibre semelhantes a fuzis, utilizaram explosivos para detonar o banco. Parte da ação foi capturada por câmeras de segurança, e o vídeo mostra os suspeitos nas proximidades da agência no momento da explosão. Algumas pessoas foram atingidas por estilhaços, e um dos criminosos foi projetado devido à força da detonação. Apesar da violência do ataque, felizmente, não houve feridos.
Assim que o crime foi cometido, várias viaturas foram mobilizadas para cercar a área. Os suspeitos conseguiram fugir inicialmente em um veículo, mas a Polícia Militar, através de diligências, conseguiu identificar e prender três dos envolvidos. A corporação ainda não divulgou se houve algum valor levado durante a ação.
Conforme informações da Polícia Civil, os criminosos tentaram dificultar a resposta das forças policiais, colocando veículos em chamas e espalhando objetos cortantes nas vias de acesso. Em poucas horas após o crime, três deles foram detidos pela Polícia Militar.
Investigações em Andamento
Como a agência bancária atacada pertence ao governo federal, a Polícia Federal foi chamada para liderar as investigações, com o suporte da Polícia Civil de Minas Gerais. Uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope), vinda de Belo Horizonte, também foi enviada para reforçar as ações na região.
O Banco do Brasil relatou que a polícia foi acionada exatamente um minuto após a detecção dos suspeitos nas imediações da agência e destacou que não houve roubo de dinheiro. O banco ressaltou que seu investimento em tecnologia de monitoramento, incluindo dispositivos que tingem e danificam o papel-moeda durante ataques, além de cofres mais modernos e resistentes a explosões, tem contribuído para a redução desses incidentes ao longo dos últimos anos.
A instituição também informou que a agência permanece fechada para a realização de perícias e trabalha para retomar o atendimento o mais breve possível. Clientes que necessitam de serviços presenciais podem se dirigir às agências nas cidades vizinhas, em Rodeiro e Guiricema.
