Cobranças no vestiário e a postura de Neymar
O técnico Cuca abordou a situação envolvendo Neymar e sua cobrança a Gabriel Bontempo e João Ananias durante o empate por 2 a 2 com a Chapecoense. Segundo o treinador, as cobranças fazem parte do ambiente competitivo e são naturais dentro do vestiário, onde, apesar de serem intensas, devem ficar restritas ao momento. “No vestiário temos um ditado que é sagrado. O que acontece teria que morrer no vestiário, mas aqui não. Começa no vestiário e acaba com vocês no mesmo dia”, afirmou.
Cuca destacou que Neymar, apesar de sua intensidade, é uma pessoa de fácil trato e que as cobranças, ainda que ásperas, não passam de situações comuns em ambientes de alta competitividade. “Tem momento em que se está destemperado, não fala algo na tua casa assim? A tua família não leva a ferro e fogo, mas que você é uma boa pessoa. Como Neymar é, como todas as pessoas aqui são. São coisas que acontecem, nem quero entrar em detalhes, nem estava perto, mas é passado. Temos que fazer do limão uma limonada e nos unir mais um pouco”, complementou o técnico na coletiva.
Desempenho do Santos e análise do jogo
Durante a partida, Neymar cobrou o time em voz alta, demonstrando insatisfação com o resultado. Cuca comentou sobre a oscilação do Santos na partida e ressaltou a preocupação com a quantidade de gols sofridos, principalmente por ter deixado o adversário finalizar mais vezes. “Começamos o jogo com 4 a 1. Tomamos um gol no finalzinho e aqui. Buscávamos ter um bom rendimento. Quando consegue sequência de bom jogo, para jogar com lanterna do campeonato, tropeço jogando em casa, você perde parte da confiança, o próprio torcedor, a cobrança até diferenciada até razão. Quando se toma um gol, isso dobra o peso, tivemos que nos remontar, passar por cima de uma situação delicada emocionalmente e reverter”, disse Cuca.
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O treinador ressaltou que a equipe criou muitas oportunidades, com 25 finalizações, mas o aproveitamento foi baixo. “Perdemos muitos gols. Remontamos, fizemos o terceiro, o quarto, o gol anulado, bola na trave. Em termos de construção foi ótimo, 25 finalizações, aproveitamento foi pequeno, o que preocupa o treinador mais do que tudo é ter tomado dois gols em casa. Deixar o adversário finalizar o dobro de vezes do que finalizou lá. Essas coisas que saio com ela na cabeça e hoje vou pensar muito, encontrar o equilíbrio”, completou.
Preparação para os próximos jogos da Copa do Brasil
Com os olhos voltados para a Copa do Brasil, o Santos se prepara para os confrontos contra o Remo, nos dias 1 e 4 de agosto, na Vila Belmiro e no Mangueirão. Cuca confirmou que Neymar deve atuar nas duas partidas. “Todo resultado interfere. Estávamos aí por uma vitória no sábado para ter uma sequência de bons jogos e vitórias para dar uma subida na tabela. Não pense que o sábado foi bem dormido, que o domingo foi agradável. Te xingam de tudo se você coloca o pé na areia domingo. Teve trabalho que não teve a vitória. O que é combinado não é caro. Pessoal entende. São planejamentos que a gente tem e vamos cumpri-lo à risca. Conto com ele nos dois jogos”, explicou.
Ajustes táticos e expectativa para a equipe
Cuca também falou sobre as variações no meio-campo e a adaptação de jogadores como Oliva na posição. O treinador destaca a busca por equilíbrio entre ofensividade e segurança defensiva. “Tenho variado. Tem momentos do Arão, acho como ele tem que sair. O Oliva está se firmando nessa posição. A gente busca esse sincronismo, vamos encontrar, quem sabe aí que a gente encontre o equilíbrio da equipe. Quando joga com quatro atacantes como jogamos hoje no segundo tempo, eles ficam sobrecarregados, você vai ser muito mais ofensivo, não vai ter tudo. Tem que escolher, ou jogo mais fechadinho e jogo menos risco, em contrapartida o adversário terá menos chance de gol”, comentou.
Sobre o desempenho coletivo, Cuca acredita que a equipe pode encontrar o equilíbrio para ser mais confiável e ajustar as linhas de jogo. “Podem jogar juntos (Rollheiser, Gabigol e Neymar), vamos trabalhar. Não sei se nesse jogo. Jogaram contra San Lorenzo, jogo pesado, bem jogado, poderíamos ver vencido. São situações para analisarmos, dar o equilíbrio, muito tempo desses 22, 23 jogos. Tivemos equilíbrio na grande maioria dos jogos. Perdemos cinco ou quatro jogadores, recuperamos jogadores que são importantíssimos”, explicou.
O treinador também fez um balanço dos últimos jogos: “Os quatro jogos, nós fizemos 8 a 3 na UCV, empatamos com a Chape e perdemos do Botafogo. O jogo da Chape que não foi legal, mas muita chance de gol perdida. Se a gente botar o pé na forma e fazer 20% do que criamos, a gente vai vencer os jogos.”
