Airbnb movimenta a economia local de forma expressiva
Em 2025, o Airbnb contribuiu com mais de R$ 1,2 bilhão para a economia de Belo Horizonte, conforme aponta estudo inédito da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa é a primeira análise específica que mensura o impacto da plataforma na capital mineira, destacando a relevância do setor para a cidade.
Belo Horizonte vive um momento de crescimento no fluxo de visitantes. A capital mineira atrai turistas com sua gastronomia reconhecida nacionalmente, eventos culturais, grandes shows e um Carnaval que ganha força a cada ano. Essas atrações estão distribuídas pelos bairros e movimentam uma rede de pequenos Negócios locais que dependem do turismo.
Contribuição para o PIB e arrecadação tributária
Além do valor total movimentado, o estudo da FGV aponta que a atividade do Airbnb gerou R$ 708 milhões para o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade e R$ 112 milhões em arrecadação de tributos ao longo de 2025. Esses números evidenciam o papel estratégico da plataforma para a economia municipal.
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Geração de renda e empregos
O Airbnb também impacta diretamente a renda da população local, com mais de R$ 360 milhões distribuídos na cidade em 2025. A atividade sustentou aproximadamente 8 mil empregos, considerando tanto os postos de trabalho ligados ao atendimento dos visitantes quanto os gerados na cadeia de fornecedores. Esses dados reforçam a importância da plataforma para a geração de trabalho e renda.
Distribuição dos benefícios pelo município
O estudo da FGV destaca que o efeito econômico do Airbnb ultrapassa a acomodação. Os impactos diretos, relacionados aos gastos de hóspedes e anfitriões, se somam aos indiretos, que atingem setores como alimentação, transporte e comércio. O visitante inicia seu consumo na hospedagem e, muitas vezes, é orientado pelos anfitriões a explorar o bairro.
Em 2025, mais de 95% dos anfitriões recomendaram restaurantes ou cafés locais aos seus hóspedes, enquanto mais de 80% indicaram parques e atividades ao ar livre. Lojas da região também receberam destaque, com mais de 40% dos anfitriões sugerindo essas opções. Essa circulação promove a distribuição dos benefícios turísticos por diferentes áreas da cidade.
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Ao ampliar as opções de hospedagem, o Airbnb contribui para que visitantes conheçam bairros além dos roteiros tradicionais, impulsionando negócios locais e fortalecendo o comércio de rua. Segundo Fiamma Zarife, Diretora Geral do Airbnb para a América do Sul, “o estudo da FGV mostra que o dinheiro do turismo chega a pequenos negócios e moradores que abrem suas casas”.
Renda extra para moradores anfitriões
O impacto econômico do Airbnb também é sentido na renda dos moradores que recebem visitantes em suas casas. Dados da plataforma indicam que quase metade dos anfitriões em Belo Horizonte utiliza essa atividade para ajudar a cobrir despesas. Entre os que alugam quartos privados, cerca de 70% buscam complementar sua renda.
Essa receita extra auxilia no pagamento de custos cotidianos, como manutenção do imóvel e necessidades do dia a dia. Aproximadamente 70% dos anfitriões afirmam que a renda obtida pelo Airbnb foi fundamental para continuar morando em suas residências no último ano, revelando o papel social da plataforma para muitos moradores da capital mineira.
