Reviravolta na candidatura ao Senado em Minas Gerais
O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, confirmou nesta sexta-feira (28) sua candidatura ao Senado pelo estado de Minas Gerais. A decisão, anunciada em entrevista na sede do partido em Belo Horizonte, marca uma mudança de rumo, já que o político havia declarado, no início de agosto, que não concorreria nas eleições.
Em sua fala, Aécio destacou que sua candidatura visa articular um projeto de centro, pragmático e voltado para o Brasil de 2030. “Eu acho que terei melhores condições de articular um projeto para 2030 ao centro, realista, um projeto que olhe o Brasil para o futuro, sem extremismos, sem essa radicalização pueril e penosa que tomou conta da política brasileira”, afirmou.
Motivações para a mudança de decisão
O tucano explicou que a reversão da decisão ocorreu após ser procurado por centenas de apoiadores em Minas Gerais. Em postagem no Instagram, ele ressaltou que a escolha reflete um “sentimento muito profundo de responsabilidade com Minas Gerais”.
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Para viabilizar a candidatura, Aécio utilizou o prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para substituição de candidatos, previsto para 14 de setembro, mesmo após o encerramento do registro oficial em 16 de agosto. Consequentemente, os nomes de Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB), que integravam a chapa da coligação, foram formalmente retirados do pleito no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas.
Articulação política e desafios administrativos
Aécio Neves integra a coligação Cuidar de Minas, formada pelo PDT, partido do candidato ao governo Alexandre Kalil, e a Federação PSDB-Cidadania. Ele destacou o papel do Senado como espaço para retomar as negociações da dívida estadual com a União, que atualmente soma cerca de R$ 180 bilhões.
“É no Senado Federal que eu pretendo rearticular as forças de centro para apresentarmos ao Brasil um projeto transformador, como tentamos apresentar em 2014”, lembrou, fazendo referência à campanha presidencial daquele ano, vencida por Dilma Rousseff (PT). O deputado reforçou ainda que seu objetivo é ser senador para negociar com qualquer presidente da República, sem se posicionar como palanque para os principais candidatos à Presidência.
Alexandre Kalil, em sabatina da Folha/UOL, afirmou que a vaga ao Senado da chapa seria dele, caso Aécio manifestasse interesse. “Ele é uma figura importante, então eu quero essa figura ajudando na minha campanha. O Aécio e o [Antonio] Anastasia foram os dois últimos governadores que nós tivemos”, declarou o ex-prefeito de Belo Horizonte.
