Um Espaço de Transformação Artística
Localizada no coração do Centro-Oeste brasileiro, a galeria Cerrado se destaca como um verdadeiro polo de arte e cultura. Com uma proposta inovadora, este espaço cultural busca transformar a arte em um ponto de encontro, traduzindo o meio ambiente em linguagem visual e expandindo suas exposições ao ar livre. Desde sua inauguração, a galeria tem se empenhado em fomentar a cultura e a educação nas artes visuais, promovendo exposições de arte moderna e contemporânea, residências artísticas e ações educativas que estimulam o diálogo entre artistas, obras e o público.
O sócio-diretor Lucio Albuquerque revela que a ideia de criar a galeria surgiu em maio de 2022, durante a abertura de uma exposição do renomado artista Di Cavalcanti em Brasília. Em uma conversa com os sócios da galeria Almeida e Dale – Antônio Almeida e Carlos Dale – Lucio percebeu que o Centro-Oeste representava uma oportunidade promissora para adentrar o mercado artístico. Desde então, a decisão de estabelecer a galeria em Brasília foi uma estratégia para interiorizar a arte brasileira, expandindo as fronteiras além do tradicional eixo Rio–São Paulo.
Raízes que Inspiram
“A Cerrado foi concebida para refletir nosso compromisso com a produção artística da região e a rica herança cultural que, sem dúvida, inspirou a fundação de Brasília na década de 1950”, explica Lucio. Esta iniciativa visa democratizar o acesso à arte em regiões com grande potencial, permitindo que mais pessoas tenham contato com as produções artísticas locais.
Embora tenha formação em Economia, Lucio sempre teve uma forte ligação com o mundo da arte, herança que recebeu de sua mãe, Celma, que fundou uma galeria de arte em Minas Gerais. “Sou a segunda geração de galeristas e, desde 1988, venho me dedicando a essa profissão. Já são 38 anos nesse universo”, destaca.
Acessibilidade e Inclusão
Com o intuito de ampliar o acesso à arte contemporânea, a Cerrado não apenas se apresenta como uma galeria comercial, mas também realiza um trabalho social significativo. “A entrada é gratuita e todos são bem-vindos. Caso um visitante esteja interessado em adquirir uma obra, nossa equipe está pronta para auxiliá-lo nesse processo”, afirma Lucio.
Para aqueles que desejam explorar as exposições ou conhecer o acervo, a equipe da galeria incentiva uma visita ativa, promovendo um ambiente onde todos se sintam à vontade para apreciar a arte e interagir com artistas e curadores. “Nosso espaço foi concebido para que o público possa vivenciar a arte de maneira confortável”, completa.
Educação: Um Pilar Fundamental
A Cerrado não se limita a exposições; ela também se dedica a projetos educacionais, recebendo visitas de escolas e grupos de estudantes. Em 2025, por exemplo, a galeria acolheu 699 alunos de diversas redes de ensino e 82 educadores. “Nosso projeto educativo é fundamental para a Cerrado, pois acreditamos que a formação de público é essencial”, destaca Lucio.
Curadoria e Intercâmbio Cultural
Segundo Lucio, a galeria integra um conjunto de sete galerias no Brasil, cada uma com um diretor artístico responsável por buscar intercâmbios e apresentar artistas de diferentes regiões. O curador premiado Divino Sobral assume a direção artística da Cerrado, encarregado de selecionar novos talentos e estabelecer um rico calendário de exposições.
“Essa troca cultural é essencial para o ecossistema artístico, pois amplia a visão dos visitantes e gera um intercâmbio valioso entre artistas e curadores”, enfatiza Lucio.
Compromisso com a Memória Artística
O calendário de 2024 da Cerrado inicia com uma exposição curada por Carlos Lin, um historiador da Arte local. O foco será apresentar um panorama da produção artística em Brasília nas décadas de 1960, 1970 e 1980. A coleção, que não estará à venda, reforça o compromisso da galeria em reconhecer e divulgar a arte produzida no Distrito Federal desde sua fundação.
Entrevista com Lucio Albuquerque
O que diferencia a Cerrado de uma galeria tradicional?
Nossa agenda dinâmica de exposições e participação em feiras de arte, além de um time qualificado de colaboradores que se dedica a atender tanto artistas quanto clientes.
Como equilibram arte moderna e contemporânea no espaço?
Trabalhamos para que essas vertentes dialoguem entre si, oferecendo ao público uma variedade rica que abrange tanto a produção histórica quanto a contemporânea. Essa estratégia é fundamental para a gestão de uma galeria hoje.
Como avaliam o cenário das artes visuais em Brasília atualmente?
A produção local tem mostrado um crescimento significativo, e acreditamos que Brasília pode se estabelecer como uma das principais capitais do mercado de arte no país em um futuro próximo.
