Investigação sobre o ataque a tiros em Belo Horizonte
A Polícia Civil de Belo Horizonte está à frente das investigações a respeito do tiroteio que resultou na morte dos irmãos Abraão Isaque Pereira da Costa Santos, de 35 anos, e Moisés Elias Ferreira da Costa Santos, de 38 anos. O incidente ocorreu na noite da última terça-feira (21) no popular “Bar do Dedinho”, localizado no bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha. Quatro outras pessoas que estavam no local também foram atingidas pelos disparos e receberam atendimento médico.
O proprietário do bar, Alysson Alexandre da Silva, compartilhou seu relato sobre a tragédia. Ele se mostrou abalado com o que ocorreu: “Estou aqui há 19 anos. Não estava presente no momento do ataque, mas foi algo realmente assustador, pois nunca presenciei um evento desse tipo em nenhum dos meus estabelecimentos. Isso foi traumático tanto para mim quanto para meus clientes”, afirmou Alysson. O bar permaneceu fechado na quarta-feira (22) e deve reabrir suas portas na quinta-feira (23).
O que se sabe sobre o crime?
O ataque aconteceu por volta das 22h, conforme informações da Polícia Militar. Testemunhas relataram que uma publicação nas redes sociais teria revelado a localização das vítimas, o que possivelmente foi o gatilho para a ação criminosa. Em seguida, dois homens chegaram ao bar e abriram fogo. Imagens de câmeras de segurança nas proximidades mostraram os momentos de pânico, com os suspeitos saindo do carro para realizar os disparos e, logo após, fugindo apressadamente.
Uma testemunha destacou que Abraão Isaque parecia ser o principal alvo do ataque, sendo morto instantaneamente. Moisés Elias, que entrou em confronto físico com um dos agressores, também foi atingido. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Risoleta Neves, mas não sobreviveu aos ferimentos.
Motivações do atentado
A Polícia Militar, em coletiva, indicou que a possível motivação do tiroteio poderia estar ligada ao tráfico de drogas, especialmente na Rua José Maria Botelho, no bairro Santa Mônica, área conhecida como “Rua dos Macacos”. A perícia revelou múltiplas perfurações no corpo de Abraão, além de ter recolhido 13 cápsulas de munição de calibre 9 milímetros no local da tragédia.
O gerente do bar, que também estava presente durante o ataque, declarou à polícia que não conseguiu identificar os atiradores, embora tivesse um certo conhecimento dos irmãos.
Atualizações sobre os suspeitos
Até o momento, a Polícia Civil não efetuou nenhuma prisão relacionada ao caso. Em um comunicado, a corporação afirmou que as investigações estão em curso e que a perícia já coletou diversas evidências que podem contribuir para a elucidação do crime.
O ataque a tiros no bar de Belo Horizonte levanta preocupações sobre a segurança na região e a escalada da violência relacionada ao tráfico de drogas. A comunidade local aguarda respostas e justiça em um caso que deixou marcas profundas em muitos.
