Contagem simultânea de araras-azuis reúne ciência cidadã e conservação
Nos dias 1º e 2 de agosto, o Instituto Arara Azul organiza a segunda edição do Big Day das Araras-Azuis, uma mobilização internacional que une ciência cidadã e conservação ambiental para registrar a presença da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus). O evento ocorre em áreas de ocorrência da espécie no Brasil, Bolívia e Paraguai, configurando-se como a maior contagem simultânea dessas aves na natureza.
Inspirado no Global Big Day, tradicional evento mundial de observação de aves, o Big Day das Araras-Azuis tem como objetivo mapear a distribuição da arara-azul-grande, símbolo importante da biodiversidade brasileira. O Instituto Arara Azul monitora essa espécie há mais de 30 anos, que ainda enfrenta ameaças significativas à sua conservação.
Engajamento local é chave para ampliar registros e proteger a espécie
Neiva Guedes, presidente e fundadora do Instituto Arara Azul, destaca que a participação das comunidades locais é fundamental para o sucesso da ação. “Qualquer pessoa pode participar do Big Day das Araras-Azuis, mas esperamos especialmente o engajamento de moradores de propriedades rurais onde as araras ocorrem”, afirma.
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Além de ampliar o engajamento popular em questões ambientais, o evento busca reunir dados atualizados sobre a distribuição da arara-azul-grande. “É essencial entender onde as araras estão e quantas são atualmente. Convidamos todos que estiverem no campo a registrar seus avistamentos com fotos, vídeos ou áudios pelo celular”, complementa Neiva, ressaltando a importância de alcançar áreas remotas e propriedades rurais.
Resultados da primeira edição e importância da participação da Bahia
A primeira edição do Big Day das Araras-Azuis, realizada em 2025, trouxe resultados expressivos. Maria Eduarda Monteiro, médica-veterinária e coordenadora de campo do Projeto Arara Azul na Caiman, destaca que estados como Mato Grosso do Sul e Pará lideraram a mobilização, com 409 e 335 araras registradas, respectivamente, e forte participação comunitária.
No entanto, o Instituto Arara Azul não recebeu registros da arara-azul-grande em estados como Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia, além de poucos registros em Minas Gerais. Apesar disso, a ocorrência da espécie nessas regiões já é conhecida. Por isso, a participação desses estados na edição de 2026 é estratégica para ampliar a abrangência do monitoramento e aprimorar a avaliação da situação da espécie na natureza.
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
Maria Eduarda ressalta que a ausência de registros também tem valor científico. “Locais onde houve observação sem avistamento de araras fornecem informações importantes para identificar possíveis mudanças na distribuição da espécie e áreas que precisam de maior atenção”, explica.
Como colaborar no Big Day das Araras-Azuis
Durante o evento, qualquer pessoa pode contribuir com a observação da arara-azul-grande, seja individualmente ou em grupos, de casa, de escolas, áreas rurais ou qualquer local onde a espécie esteja presente. Os registros podem ser enviados por meio das plataformas eBird, WikiAves e Biofaces, além do formulário oficial da iniciativa.
Também é possível compartilhar fotos, vídeos e dados pelo WhatsApp oficial da campanha, no número (67) 9987-10752. Com um celular em mãos e atenção voltada para o céu, qualquer participante ajuda a transformar suas observações em dados valiosos para a pesquisa científica e a conservação da maior espécie de arara do mundo.
