Resultado da eleição para senador em Minas Gerais
Carlos Viana (PSD-MG) não conseguiu renovar seu mandato como senador em Minas Gerais. Com 99,99% das urnas apuradas, o parlamentar recebeu mais de 3,5 milhões de votos, equivalente a 17,46% do total. As duas vagas disponíveis foram conquistadas por Domingos Sávio (PL-MG), que obteve 24,21%, e Marília Campos, com 19,44% dos votos.
Após o resultado, Viana usou as redes sociais para reconhecer a derrota e parabenizar os eleitos. “Não foi dessa vez. Ficamos muito perto. Nenhum desses votos foi em vão, e eu carrego cada um deles comigo. Parabéns ao Domingos Sávio, senador eleito. A direita mineira tem voz no Senado. Parabéns ao Flávio Bolsonaro. Tenho certeza de que será o próximo presidente do Brasil”, declarou o senador.
Trajetória política e profissional de Carlos Viana
Antes de disputar a reeleição, Carlos Viana acumulava uma trajetória marcada por diversas candidaturas e mudanças partidárias. Jornalista de formação, Viana iniciou sua carreira política em 2004, quando concorreu a vereador em Belo Horizonte pelo PSC, ficando como suplente com 3.298 votos.
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Em 2018, foi eleito senador pelo PHS com 3,56 milhões de votos. Durante o mandato, mudou de partido várias vezes: saiu do PHS para o PSD em 2019, passou pelo MDB e, em 2022, filiou-se ao PL para disputar o governo de Minas Gerais, obtendo 783.800 votos, mas sem alcançar o segundo turno.
Em 2023, migrou para o Podemos e tentou a Prefeitura de Belo Horizonte, encerrando a disputa com 12.712 votos. Retornou ao PSD para disputar o Senado neste ano, tendo Renata Rosa (Podemos-MG) como suplente.
Atuação no Senado e investigações
Durante o mandato, Viana presidiu a CPMI do INSS entre agosto de 2025 e março de 2026, comissão que investigou fraudes bilionárias em descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas. Em março deste ano, foi alvo de apuração relacionada a R$ 3,6 milhões em recursos destinados entre 2019 e 2025 à Fundação Oásis, vinculada à Igreja Batista da Lagoinha.
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O senador negou irregularidades e esclareceu que as emendas foram direcionadas aos fundos municipais de assistência social, ficando a cargo das prefeituras indicar as entidades responsáveis pela execução dos recursos.
No registro da candidatura à Justiça Eleitoral, Viana declarou patrimônio de R$ 13,64 milhões, crescimento de 282% em relação aos R$ 3,57 milhões informados em 2024, quando disputou a Prefeitura de Belo Horizonte.
