Brasil é eliminado da Copa do Mundo 2026 após derrota para Noruega
A Seleção Brasileira encerrou sua jornada na Copa do Mundo de 2026 ao ser derrotada pela Noruega nas oitavas de final, em partida realizada no domingo (5/7), em Nova Jersey, Estados Unidos. O resultado surpreendeu e frustrou os torcedores que esperavam mais uma vez a conquista do título mundial.
Em Belo Horizonte, a reação foi de desapontamento, especialmente no Bar do Orlando, um dos mais tradicionais da cidade. A euforia inicial deu lugar à apreensão assim que a Noruega abriu o placar aos 34 minutos do segundo tempo. O gol que ampliou a vantagem, aos 44 minutos, provocou a saída de muitos torcedores do local, deixando uma bandeira brasileira abandonada na rua ao lado do bar.
Críticas ao treinador Carlo Ancelotti e clima de desconfiança
A campanha da Seleção sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti foi alvo de muitas críticas, sendo considerada a pior desde 1990. O comerciante Robson Coutinho expressou a opinião de vários fãs ao defender que o ex-treinador Tite, que comandou o Brasil nas Copas de 2018 e 2022, teria obtido melhor resultado.
O estudante de direito Tomaz Andrade, de 23 anos, que nunca viu o Brasil campeão do mundo, lamentou a derrota especialmente por acreditar que a equipe quebraria o tabu de nunca ter vencido a Noruega. “Cheguei superconfiante, principalmente no Vini Júnior, mas não foi dessa vez”, afirmou.
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No Bairro Prado, região Oeste da capital mineira, a eliminação também repercutiu de forma intensa, com torcedores emocionados após os dois gols marcados por Erling Haaland, camisa 9 e principal estrela da Noruega, que derrubaram as esperanças do hexacampeonato.
Fatores que influenciaram a derrota e impacto na torcida
O clima de desconfiança já marcava a Seleção antes do jogo, especialmente em relação ao desempenho de Haaland. A advogada Clara Fernandes, de 24 anos, revelou preocupação com o craque norueguês desde sua saída para a partida: “Não estava muito otimista. Sabia que poderia ter algum problema. Já saí de casa com medo do Haaland”.
Apesar do primeiro gol norueguês ter sido anulado por impedimento, o alerta permaneceu ligado. O Brasil teve uma chance clara de empate quando Matheus Cunha sofreu pênalti, mas Bruno Guimarães não conseguiu converter, parando na defesa do goleiro Nyland, que teve atuação decisiva.
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Para muitos torcedores, a eliminação não é resultado apenas de falhas individuais, mas de um problema coletivo recorrente. Essa foi a sexta eliminação consecutiva do Brasil para seleções europeias em mata-matas de Copa do Mundo, sendo a terceira contra equipes sem título.
O estudante Henrique Gessner, de 20 anos, apontou a falta de comprometimento e raça da equipe atual. “A Seleção não é mais a mesma. Falta também a população se enxergar nela”, afirmou. O economista Walace Peixoto destacou que faltou vontade de vencer e criticou a postura defensiva e ofensiva do time, além da atuação do treinador: “Ancelotti foi muito mal. Ele precisava montar um time mais combativo”.
Uma das decisões polêmicas no segundo tempo foi a entrada de Neymar Jr. no lugar de Gabriel Martinelli. A substituição provocou reações mistas entre os torcedores. Embora Neymar tenha marcado o único gol brasileiro de pênalti nos acréscimos, não foi suficiente para evitar a eliminação da equipe.
