Live da CNBB aborda arquitetura da Igreja Nossa Senhora Aparecida
No dia 28 de maio, às 16h, a Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB promove mais uma edição da série de lives “Edificar igrejas para celebrar o mistério da nossa fé”. A transmissão, pelo canal do Youtube das Edições CNBB, contará com a participação do padre Francisco Taborda, doutor em Teologia e professor emérito da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). O sacerdote conduzirá uma reflexão aprofundada sobre a Igreja Nossa Senhora Aparecida, localizada em Belo Horizonte (MG).
Arquitetura símbolo de simplicidade e significado litúrgico
Projetada na década de 1970 pelo arquiteto Hebert Blaso de Souza e concluída somente em 2002, a Igreja Nossa Senhora Aparecida se destaca pela harmonia e simplicidade de sua arquitetura. O altar, centralizado no espaço celebrativo, é cercado pela assembleia e está disposto entre o ambão, a fonte batismal e a cadeira da presidência. Essa organização reforça simbolicamente Cristo como o centro da vida e da ação litúrgica.
Ao fundo do presbitério, um grande painel de vidro conecta o interior da igreja a um jardim externo, onde uma cruz suspensa se eleva, conferindo profundidade e significado ao ambiente. Nas laterais do jardim, também integradas por painéis de vidro, situam-se a Capela do Santíssimo e a Capela da Reconciliação, que abrigam a imagem de Cristo crucificado, criando um espaço de acolhimento e contemplação.
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Integração com a natureza e a sacralidade do espaço
As amplas aberturas laterais foram pensadas para garantir a entrada de luz natural filtrada e a ventilação adequada, além de promoverem uma relação intensa com os jardins que fazem parte do conjunto arquitetônico. Essa conexão entre o espaço construído e a natureza é uma expressão da sacralidade, reforçando a ideia de beleza e simplicidade que orienta o projeto.
Com sua organização espacial, formas e materiais, a Igreja Nossa Senhora Aparecida exemplifica a “nobre simplicidade” proposta pela Sacrosanctum Concilium. A beleza se manifesta de forma sóbria, mas carregada de significado litúrgico, teológico e pastoral, evidenciando o compromisso da arquitetura com a celebração do mistério da fé.
Essa iniciativa da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB reforça o compromisso com a formação litúrgica, pastoral e cultural, promovendo espaços de diálogo e reflexão sobre a arte e arquitetura a serviço da fé.
