Empate técnico mantém disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno
A pesquisa quaest divulgada em 21 de outubro indica pequena vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) no segundo turno, com 45% e 44% das intenções de voto, respectivamente. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, confirmando o empate técnico entre os candidatos. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, e entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro.
Estabilidade nas intenções de voto e aumento dos indecisos
Comparado à pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro registrou queda de um ponto percentual, de 46% para 45%, enquanto Lula permaneceu estável em 44%. A parcela de votos em branco, nulos e de pessoas que não pretendem votar manteve-se em 9%, e os indecisos aumentaram de 1% para 2%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.
Rejeição dos candidatos apresenta redução significativa
A rejeição a Lula diminuiu de 53% para 47% em uma semana, enquanto a de Flávio Bolsonaro caiu de 54% para 52%. Esses números refletem mudanças no cenário eleitoral que podem impactar o comportamento dos eleitores até o dia da votação.
Transferência de votos revela evolução entre eleitores de candidatos do 1º turno
A Quaest também analisou a transferência de votos do primeiro para o segundo turno, destacando variações importantes. Entre eleitores de Augusto Cury, o apoio a Lula subiu de 34% para 48%, e para Flávio Bolsonaro, de 30% para 33%. Já os votos em branco, nulos ou abstenções caíram de 30% para 16%, e os indecisos reduziram de 6% para 3%.
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Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, o apoio a Flávio Bolsonaro aumentou de 42% para 57%, enquanto o de Lula caiu ligeiramente de 23% para 21%. As abstenções e votos nulos também diminuíram, de 33% para 22%, e os indecisos desapareceram.
Na base de Renan Santos, Flávio Bolsonaro cresceu de 40% para 51%, e Lula, de 14% para 25%. O percentual de votos em branco ou nulos caiu de 43% para 24%, e os indecisos foram eliminados.
Entre os que não votaram ou votaram em branco ou nulo no primeiro turno, Lula teve leve queda, de 43% para 40%, e Flávio Bolsonaro, de 38% para 36%. Já os votos em branco, nulos e abstenções aumentaram de 17% para 21%, e os indecisos subiram de 2% para 3%.
Pesquisa espontânea indica alta taxa de indecisos
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, a pesquisa espontânea mostra empate de 40% para Flávio Bolsonaro e 40% para Lula. No entanto, o percentual de indecisos dobrou, passando de 7% para 14%, enquanto os votos em branco e nulos oscilaram entre 8% e 6%.
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Destaque para o aumento dos indecisos entre mulheres, que passaram de 8% para 17%, e entre eleitores independentes — aqueles que não se identificam nem com petistas, nem bolsonaristas, nem com direita ou esquerda —, cujo índice saltou de 13% para 31%.
Decisão de voto permanece firme entre a maioria dos eleitores
O levantamento também avaliou a convicção dos eleitores quanto à decisão de voto. Entre os entrevistados, 90% afirmaram que a escolha é definitiva, enquanto 10% indicaram possibilidade de mudança. Entre os apoiadores de Lula, 90% estão decididos, contra 9% que podem mudar. No grupo de Flávio Bolsonaro, 93% consideram a decisão definitiva, enquanto 7% ainda podem alterar o voto.
Expectativa de vitória favorece Flávio Bolsonaro
Sobre a percepção do resultado, 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro será o vencedor, ante 37% que apontam Lula como favorito. Esses dados indicam a continuidade de uma disputa equilibrada, com expectativa dividida entre os eleitores.
Próximos passos na cobertura eleitoral
Com o cenário consolidado em empate técnico, o foco agora recai sobre os movimentos políticos e estratégias que cada campanha adotará para conquistar os eleitores indecisos e ampliar o apoio dos seus respectivos públicos. Acompanhar as ações institucionais e os desdobramentos administrativos será essencial para entender os impactos dessa disputa até o dia da votação.
