Renovação e expansão da frota de ônibus em Belo Horizonte (MG)
Entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, Belo Horizonte (MG) recebeu 573 ônibus zero quilômetro para o transporte coletivo. Desse total, 219 veículos chegaram somente em 2026, e a prefeitura projeta a inclusão de mais 170 ônibus até o início de 2027. A maior parte desses novos veículos, cerca de 87%, substituiu ônibus antigos, enquanto o restante ampliou a frota existente.
Redução da idade média da frota e melhorias para os passageiros
Levantamentos da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e do Anuário da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), referentes ao período de 2023 e 2024, indicam que a idade média dos ônibus em Belo Horizonte caiu para quatro anos e dez meses. Esse índice está abaixo da média nacional, que é de seis anos e dez meses.
Além da renovação, o planejamento municipal possibilitou a criação de novas linhas e a implantação de melhorias nos veículos, como ar-condicionado e elevadores para acessibilidade. A frota atual, composta por 2.817 veículos, é totalmente acessível, contando com elevadores ou embarque em nível. As estações também estão equipadas com elevadores, escadas rolantes e rampas para facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e idosos, que têm prioridade garantida pela Lei 11.731/2024.
Leia também: Belo Horizonte acelera entrega de 2,4 mil moradias do Minha Casa, Minha Vida até 2027
Leia também: Acidentes de Ônibus em Belo Horizonte: Empresa com Histórico de Problemas Envolve Novos Casos
Frota sustentável e ampliação do serviço
Os coletivos incorporados ao sistema de mobilidade possuem suspensão a ar e tecnologia Euro 6, que reduz em até 80% a emissão de gases poluentes. O cronograma das viagens também foi ampliado, com aumento de 200 viagens em dias úteis, 100 aos sábados e 250 aos domingos, nos dias em que o programa Catraca Livre está vigente.
Seis novas linhas foram criadas: 109, 1031, 3151, 6150, 5350 e 8251, além de adequações em outras rotas que ampliaram a cobertura e fortaleceram a integração entre diferentes regiões da cidade.
Programas que ampliam a mobilidade urbana
Desde dezembro do ano passado, o programa Catraca Livre reestrutura o transporte aos domingos e feriados, facilitando o acesso a parques, praças e centros culturais, e promovendo conexões diretas entre bairros. A iniciativa aumentou em média 36% o volume de passageiros nesses dias, com pico de 53% no domingo de Carnaval.
Leia também: Belo Horizonte Receberá R$ 29 Milhões do Novo PAC para Renovação da Frota de Ônibus
Leia também: Belo Horizonte homologa consórcio para compra de 100 ônibus elétricos e investe na mobilidade sustentável
Outro avanço é o Programa Madrugão, lançado há dez meses, que transportou 510 mil usuários no período noturno, das 0h às 3h59. Ele opera com 128 linhas, incluindo a linha 10 (Circular Noturno), que conecta áreas de vida noturna e o sistema Move, garantindo menor tempo de espera e maior cobertura nas regiões com maior demanda.
Financiamento e critérios de qualidade
Essas melhorias são possíveis graças à Lei Municipal nº 11.458/2023, que modernizou a remuneração do transporte coletivo em Belo Horizonte (MG). O modelo permite que o poder público complemente a tarifa, antes paga exclusivamente pelos usuários, desde que as concessionárias cumpram critérios de qualidade como pontualidade, limpeza, conservação, funcionamento do ar-condicionado e respeito ao limite de lotação.
