Uefa questiona liberação de Balogun nas oitavas da Copa do Mundo
A decisão da Fifa de permitir que o atacante Folarin Balogun atue pelas oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica gerou uma forte reação da Uefa. A entidade que comanda o futebol europeu afirmou nesta segunda-feira (6) que a medida “cruzou uma linha vermelha” e compromete a integridade da competição.
Balogun havia sido expulso durante a vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, ainda na fase de 16 avos de final. Após marcar um dos gols que garantiram a classificação americana, o atacante acertou Tarik Muharemovic com as travas da chuteira, recebendo cartão vermelho direto.
Suspensão suspensa gera controvérsia entre entidades internacionais
De acordo com as regras da Copa, o jogador deveria cumprir suspensão automática de uma partida, ficando de fora do jogo contra a Bélgica. Porém, a Fifa decidiu suspender a punição por um período probatório de um ano, liberando Balogun para jogar nas oitavas. A decisão, segundo a agência Associated Press, foi influenciada por um pedido da Casa Branca ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Em nota oficial, a Uefa classificou a medida como “inédita, incompreensível e injustificável”. A entidade reforçou que a suspensão automática após um cartão vermelho é uma regra clara no regulamento e não pode ser flexibilizada, especialmente durante um Mundial.
“O futebol, como qualquer esporte, depende de regras que garantam uma competição justa, honesta e transparente. Neste caso, não há espaço para interpretação”, destacou a Uefa, alertando que a exceção abre precedente perigoso para futuras situações semelhantes.
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Fonte: londrinagora.com.br
Repercussões políticas e esportivas após decisão da Fifa
A Federação Belga também manifestou insatisfação e informou que avalia possíveis ações jurídicas contra a liberação do jogador americano. O ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, usou as redes sociais para criticar a decisão, afirmando que cartões vermelhos não devem ser revertidos por “telefonemas políticos”, mas por órgãos independentes e regras claras.
O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, comentou a polêmica após a expulsão de Jarell Quansah nas oitavas. Ele questionou os limites para revisões desse tipo e ironizou sobre a possibilidade de Harry Kane buscar ajuda do presidente dos EUA para reverter punição de seus jogadores.
Contexto disciplinar e precedentes da Fifa
A decisão da Fifa está baseada no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite suspender total ou parcialmente uma sanção em caráter probatório. Essa regra já havia sido aplicada anteriormente no caso de Cristiano Ronaldo, que também teve sua suspensão suspensa durante a Copa.
Na ocasião, o atacante português corria o risco de cumprir suspensão por uma cotovelada em Dara O’Shea, na fase das Eliminatórias, mas a aplicação da punição foi suspensa, permitindo sua participação desde a estreia de Portugal no Mundial.
Em comunicado oficial, a Fifa explicou que, caso Balogun cometa infração similar durante o período probatório de um ano, a suspensão será restabelecida e poderá haver punições adicionais.
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Nota oficial da Uefa reafirma posicionamento contra exceção
A Uefa divulgou o seguinte posicionamento sobre a decisão da Fifa:
“A suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma medida discricionária e não depende da decisão de um órgão para entrar em vigor. Trata-se de um princípio previsto nos regulamentos, sem espaço para exceções, especialmente durante um torneio em que outros jogadores cumpriram suas suspensões normalmente.
Quando a segurança do cumprimento das regras não é garantida por quem deve protegê-las, a integridade do jogo fica em risco, comprometendo a credibilidade da competição. Essa decisão cria um precedente durante o torneio, prejudicando a própria competição.
O futebol é o esporte mais popular do mundo porque é jogado sob as mesmas regras em todos os lugares. A Copa do Mundo tem o poder de impactar positivamente ou negativamente o futebol globalmente. Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável.”
