Crescimento Expressivo em Uberlândia
Uberlândia se consolidou como a segunda cidade mineira que mais registrou a abertura de empresas no primeiro trimestre de 2026, superada apenas por Belo Horizonte. Conforme dados divulgados pela Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), entre janeiro e março, foram abertas 2.103 novas empresas, sendo que somente em março o número atingiu 786.
Esse desempenho evidencia a robustez econômica da cidade, que ocupa uma posição de destaque no Triângulo Mineiro, reconhecido como um dos principais polos de desenvolvimento do estado. O aumento significativo no número de aberturas vai ao encontro do crescimento regional, que se destaca no ranking estadual. Em março, o Triângulo Mineiro contabilizou 1.235 novas empresas, posicionando-se como a terceira região em termos de constituições no período.
Ranking das Cidades Mineiras
Além de Belo Horizonte e Uberlândia, outras cidades também se destacam no cenário municipal. Contagem registrou 1.188 novas empresas no trimestre, seguida por Juiz de Fora, com 937, e Betim, com 667. Esses dados mostram o protagonismo dos grandes centros urbanos na criação de novas oportunidades de negócios.
Panorama de Minas Gerais
Ao olhar para o panorama estadual, Minas Gerais finalizou o primeiro trimestre de 2026 com um total de 35.239 novas empresas, refletindo um crescimento de 9,97% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 32.043 aberturas. Somente em março, o estado somou 12.843 novas inscrições, o que representa uma impressionante alta de 40,18% em comparação ao mesmo mês do ano passado, resultando em uma média de 414 novas empresas por dia. Esses números indicam um ambiente propício para o empreendedorismo.
Diversificação do Crescimento Setorial
A região Central de Minas Gerais liderou as novas aberturas no trimestre, com 16.178 empresas, seguida pelas regiões Sul, com 4.254, e Triângulo Mineiro, que somou 3.621. O crescimento foi observado em todos os setores da economia, com um destaque especial para o setor de serviços, que teve um aumento de 12,56%, resultando em 26.883 novos empreendimentos. A indústria também registrou um avanço significativo de 6,03%, com 1.530 novas empresas abertas, enquanto o comércio teve um crescimento mais modesto de 1,65%, totalizando 6.825 novas inscrições.
No entanto, mesmo com esse cenário favorável às aberturas, o estado enfrentou um desafio, registrando 27.150 fechamentos de empresas no trimestre, o que representa um aumento de 8,54% em relação ao ano anterior. Esses dados ressaltam a necessidade de estratégias que garantam a sustentabilidade dos novos negócios.
