Inspeções nas Escolas Estaduais de Belo Horizonte
A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) está dando sequência a uma série de visitas a escolas que fazem parte da Concorrência Internacional 001/26, proposta pelo Governo do Estado. O objetivo principal dessa iniciativa é avaliar a viabilidade da privatização da gestão e operação de serviços não pedagógicos nas instituições de ensino.
Na próxima segunda-feira, 4 de maio de 2026, a comissão irá inspecionar as escolas estaduais Deputado Ilacir Pereira, localizadas no Bairro Cachoeirinha, e Flávio dos Santos, no Concórdia, em Belo Horizonte, com início marcado para as 9h30.
Um dos principais focos dessas visitas é verificar o estado dos investimentos realizados em infraestrutura. A presidenta da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), já havia visitado anteriormente outras quatro escolas, onde constatou boas condições gerais nas instituições. Diante das melhorias observadas, a deputada argumenta que não há justificativa para a concessão à iniciativa privada.
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Parceria Público-Privada e Críticas à Medida
O edital do governo prevê uma parceria público-privada (PPP) que abrange 95 escolas estaduais, sendo 60 delas situadas na Capital e região metropolitana, enquanto as demais estão localizadas no Norte de Minas Gerais. Em meio a essa proposta, Beatriz Cerqueira expressou sua crítica, afirmando que os investimentos feitos pelo Estado são suficientes antes de considerar a concessão dos serviços. As visitas anteriores corroboraram essa perspectiva, revelando obras significativas em infraestrutura, mobiliário e equipamentos nas instituições.
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O leilão relacionado a essa PPP foi ganho pelo fundo de investimento IG4, que atua em parceria com o BTG Pactual. Esse consórcio receberá do Estado cerca de R$ 23,3 milhões mensalmente como contraprestação pelos serviços que incluem limpeza, vigilância e modernização dos imóveis, com um contrato que se estende por 25 anos.
Beatriz Cerqueira questiona a lógica de repassar milhões de reais em dinheiro público mensalmente para um fundo que se encarregará de funções que já estão sob a responsabilidade da gestão das escolas. Essa situação, segundo ela, foi evidenciada nas visitas realizadas anteriormente, onde o bom estado das escolas foi amplamente observado.
