Continuação da Crise Hídrica em BH
Após a queda de uma égua em uma adutora do Sistema Rio das Velhas, localizada no bairro Paraíso, Belo Horizonte enfrenta graves problemas de abastecimento. Na manhã desta quinta-feira (7), 715 bairros da capital, além de outras sete cidades na Grande BH, ainda sofrem com a falta de água, o que tem gerado descontentamento e dificuldades para os moradores.
No bairro Goiânia, a residente Alessandra Ribeiro relatou a dificuldades enfrentadas em sua casa devido à escassez de água. “Meus filhos não foram à escola hoje pela manhã porque não tiveram como tomar banho. Estamos economizando água para beber, pois quase todos os vidros já esvaziaram. Está uma situação muito complicada desde ontem cedo”, disse Alessandra, visivelmente aflita.
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Enquanto isso, na região de Venda Nova, no bairro Cenáculo, Vinícius Guilherme Soares também luta contra a falta de abastecimento. “São várias vasilhas sujas que não puderam ser lavadas. Eu precisei comprar um galão de água para garantir pelo menos a bebida e cozinhar, na esperança de que a água voltasse hoje. Acordei e percebi que nada tinha mudado”, desabafou Guilherme. A situação é ainda mais preocupante com o aumento de casos de gripe e dengue na área.
No bairro Tupi, Mardem Fernandes relatou que, embora a água tenha retornado, um vazamento em sua residência, que persiste desde 23 de abril, foi reativado assim que o abastecimento foi restabelecido. “Faz três semanas que estou em contato com a Copasa sobre o vazamento de água limpa, mas nada foi resolvido. Durante o tempo em que faltou água, o vazamento parou, mas voltou assim que o fornecimento foi retomado”, comentou.
Posicionamento da Copasa
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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgou que está realizando um levantamento junto à equipe operacional para identificar os locais ainda sem abastecimento. Em nota, a empresa afirmou que a crise hídrica afetou cerca de metade da população na Grande BH, impactando moradores, comércios, hospitais e instituições de ensino.
Para entender melhor o impacto, o g1 entrou em contato com as prefeituras das cidades atingidas. Até agora, a única resposta recebida foi da Prefeitura de Nova Lima. Segundo a administração municipal, com a normalização gradual do abastecimento de água, as aulas nas escolas e creches foram reiniciadas nesta quinta-feira (7). Além disso, os atendimentos na Policlínica e em várias Unidades Básicas de Saúde (UBSs) já foram restabelecidos.
A prefeitura recomendou que a população busque atendimento nas unidades de saúde prioritariamente em casos de urgência e emergência, além de garantir que a UPA e os prontos atendimentos continuam funcionando normalmente. O município está monitorando a situação em conjunto com a Copasa para garantir que a normalidade seja restabelecida o mais breve possível.
Desdobramentos e Expectativas
O que se espera agora é que as autoridades e a Copasa consigam resolver os problemas de abastecimento rapidamente, para que os moradores de Belo Horizonte e da região metropolitana possam voltar à rotina normal, sem o temor da escassez de água. Com a expectativa de que a situação se normalize, os cidadãos aguardam ansiosamente por um retorno à normalidade em suas residências.
