O epicentro dos quadrinhos em Belo Horizonte
O Minascentro se transforma no ponto de encontro das histórias em quadrinhos até domingo. O 13º Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ-BH), que teve início na quarta-feira (4/11), promete agitar a cidade com uma programação gratuita e diversificada.
Organizado pela Fundação Municipal de Cultura (FMC), o festival é o maior do gênero na América Latina e reúne cerca de 400 quadrinistas de todos os estados brasileiros e de sete países diferentes. Artistas participam de mesas-redondas, oficinas, exposições, lançamentos de livros e sessões de cinema.
Diversidade e formação cultural em destaque
“A educação e a cultura caminham juntas. O FIQ-BH expressa essa relação por meio da pluralidade de seus debates e atividades”, afirma Bárbara Bof, presidente da FMC. O tema deste ano, “Caminhos da leitura: quadrinhos e cidadania”, reforça o compromisso do evento com o estímulo ao pensamento crítico e a valorização do leitor.
Gabriel Nascimento, coordenador artístico do festival, destaca que o evento explora os múltiplos gêneros que os quadrinhos oferecem. “Apesar de muitas pessoas associarem quadrinhos ao público infantojuvenil, sabemos que esse universo é amplo e atrativo para todas as idades”, comenta.
Feira fortalece o mercado e valoriza os autores
Além das atividades culturais, a tradicional feira do FIQ-BH conta com 277 expositores que vendem obras nacionais e internacionais. O objetivo é reconhecer os quadrinistas como autores de trabalhos complexos e artísticos.
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“Enquanto personagens como Batman ou Super-Homem são mundialmente conhecidos, os criadores por trás dessas histórias muitas vezes permanecem invisíveis. O festival reivindica o reconhecimento e respeito pelo trabalho desses artistas”, ressalta Nascimento.
Debates que promovem reflexões sociais
O festival também oferece discussões sobre temas relevantes. No sábado (7/11), às 11h, a quadrinista franco-brasileira Clara Chotil participa da mesa “Direito à terra: HQs e as questões ambientais”, ao lado de João Marcos Mendonça e Alves.
Clara é autora do romance gráfico “Tekoha”, que parte das pesquisas da sua mãe sobre a ocupação do território guarani-kaiowá. “O livro trata da ligação profunda das pessoas com a terra e suas raízes. Mesmo sendo francesa, sinto que minha história se entrelaça com a dos guarani-kaiowá”, explica a artista.
O termo “Tekoha” não possui tradução exata para o português, pois designa não só um lugar, mas o modo de vida das pessoas que o habitam. A obra estará disponível por R$ 99,90 no estande da Editora Veneta. Clara participará de uma sessão de autógrafos no domingo (8/11), às 15h, na Praça de Autógrafos Luis Fernando Verissimo.
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Desafios criativos e cinema em destaque
Uma novidade do festival é o “Quadrinho 24h”, desafio em que 15 artistas produzem 24 páginas em 24 horas. A atividade começa no sábado (7/11), às 14h, e segue até domingo (8/11). Durante a madrugada, o espaço ficará fechado ao público, mas os quadrinistas continuarão trabalhando, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube @inkocriativo.
No sábado, das 11h às 13h, ocorre o “Dia do quadrinho grátis”, com a distribuição de três mil exemplares na praça de alimentação do Minascentro.
Na mostra de cinema, o público poderá conferir a série “Cosmo, o cosmonauta” (2024), baseada nos quadrinhos de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, artistas de Belo Horizonte. As sessões estão programadas para os dias 4 e 5/11, às 10h30, no Auditório Jaguar.
Informações para o público
O 13º FIQ-BH segue até domingo (8/11) no Minascentro, localizado na Avenida Augusto de Lima, 785, Centro. Os horários são das 8h às 20h de quarta a sexta, das 9h às 21h no sábado e das 9h às 19h no domingo. A entrada é gratuita e a programação completa está disponível em portalbelohorizonte.com.br/fiq.
