Evento Literário que Celebra a Cultura
No último sábado de fevereiro, exatamente uma semana após o Carnaval, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, situada na Praça da Liberdade, Centro-Sul de Belo Horizonte, foi palco de uma edição especial do Festival Sempre Um Papo. Com atividades que se estenderam das 10h às 22h, o evento atraiu amantes da literatura com uma programação totalmente gratuita e voltada para diversas manifestações artísticas.
A proposta do festival é valorizar a literatura e, para isso, a programação incluiu teatro, oficinas, performances, leituras e uma feira de livros. Um dos destaques foi a Central de Autógrafos, que se dedicou a autores, especialmente os independentes. Este espaço funcionou durante todo o evento, permitindo que escritores lançassem, divulgassem e autografassem suas obras. Para participar, os autores poderiam se inscrever através de um formulário disponibilizado no site oficial.
A abertura da programação artística ficou por conta do renomado Grupo Armatrux, que a partir das 10h apresentou uma aula-espetáculo com uma versão cômica e interativa da clássica obra “Romeu e Julieta”. Esta adaptação buscou não apenas entreter, mas também interagir com o público, criando uma atmosfera envolvente desde o início do evento.
Logo em seguida, às 11h, a escritora Madu Costa conduziu uma Oficina de Escrita Criativa, uma oportunidade para os participantes explorarem suas habilidades literárias. Durante a tarde, às 15h, Chica Reis, contadora de histórias e educadora, trouxe a oficina “Palavra Grávida de Mundo”, que propôs uma imersão na poesia, incentivando os participantes a expressarem suas emoções e visões de mundo através das palavras.
O teatro continuou a ser o foco da programação, com a estreia do espetáculo “Tertúlia” às 18h30. Com a atuação do ator Jefferson da Fonseca, a apresentação consistiu na leitura de textos selecionados pelo acadêmico Luís Giffoni, prometendo uma experiência enriquecedora para os presentes.
O festival teve seu encerramento marcado por uma performance do poeta Ricardo Aleixo, intitulada “Tornei de Luanda um kota”, programada para as 20h. Nesta apresentação, que contou com a colaboração do baixista Manassés Morais, o público pôde apreciar uma fusão de letras e música, seguida de uma sessão de autógrafos. Este momento final brindou os participantes com uma interação direta com o artista, fechando o dia com chave de ouro.
Além das apresentações e oficinas, a feira de livros no saguão da biblioteca contou com a presença de editoras de destaque, como Mazza, Aletria e Quixote. Durante todo o dia, os amantes da literatura tiveram a chance de explorar novos títulos e adquirir obras de autores independentes, mantendo viva a chama da leitura e da cultura literária.
