Ex-presidente do Senado Avança em sua Candidatura
Rodrigo Pacheco, que já ocupou a presidência do Senado, deu um passo significativo em direção à sua candidatura ao governo de Minas Gerais, ao se filiar ao PSB. Durante um jantar realizado em Brasília, o ex-senador discutiu os detalhes da sua pré-candidatura com a cúpula do partido, entre eles o presidente João Campos e o vice, Geraldo Alckmin. Essa mudança de legenda se faz necessária, uma vez que o PSD, a sigla anterior de Pacheco, decidiu apoiar Matheus Simões em sua corrida pelo governo. A intenção de Pacheco é fortalecer a presença de Lula no estado, especialmente diante das negociações infrutíferas com o MDB e a União Brasil.
O ex-presidente do Senado formalizou, nesta quarta-feira, sua aliança com o PSB para se candidatar ao cargo de governador de Minas Gerais. As tratativas para a pré-candidatura foram discutidas em um jantar com líderes do partido, como a deputada Tabata Amaral e o ex-presidente Carlos Siqueira. Pacheco, ao se aliar ao PSB, tem como objetivo assegurar um palanque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas, uma estratégia que já foi discutida entre o presidente do PT, Edinho Silva, e João Campos.
No Partido dos Trabalhadores (PT), a candidatura de Pacheco é encarada como uma realidade iminente. Entretanto, o PSB ainda não realizou um anúncio oficial sobre o tema. Gleide Andrade, secretária de Finanças no PT, expressou sua empolgação com a pré-candidatura de Pacheco, afirmando que “Minas respira liberdade e alívio” com essa notícia. Andrade acredita que Pacheco possui as qualidades necessárias para governar o estado, destacando que sua candidatura trará uma vitória garantida para Lula.
Desafios e Oportunidades para Pacheco
Para que sua candidatura se concretize, Pacheco precisará realmente se desvincular do PSD, uma vez que a sigla já formalizou a filiação de Matheus Simões, atual governador, no fim do ano passado. Nos últimos dias, Pacheco também teve conversas com representantes do MDB e da União Brasil, mas não foi possível chegar a um entendimento. Em um encontro com dirigentes do MDB, ficou claro que o partido não estaria apto a filiar o senador, já que já possui o ex-vereador de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como pré-candidato ao governo.
Interlocutores do MDB mineiro informaram que houve uma consideração sobre a possibilidade de Pacheco ser recebido na legenda, mas isso só ocorreria após o dia 4 de abril, um período crítico determinado pela Justiça Eleitoral que inviabilizaria sua candidatura. Essa possibilidade foi descartada durante as conversas. Além disso, a federação União-PP também aparenta estar alinhada com a candidatura de Simões, que conta com o apoio do ex-governador Romeu Zema, do partido Novo.
Os partidos MDB e PP em Minas, aliançados à oposição, apresentam resistência em dar apoio a Lula, o que torna mais desafiador o cenário para Pacheco. A principal desvantagem que ele enfrenta ao se unir ao PSB é o tamanho da legenda, que é menos robusta em comparação às outras opções que ele considerou. O fundo partidário do PSB é menor e precisará ser dividido entre candidatos a deputado federal e a governador, o que pode limitar os recursos disponíveis. Contudo, a colaboração de partidos maiores na coligação, como o PT, pode oferecer uma solução viável para impulsionar a campanha de Pacheco.
