Uma Celebração da Dança Contemporânea
De 8 a 18 de abril, a cidade de Caeté, em Minas Gerais, será palco da Mostra de Dança do Fim do Mundo, idealizada pelo renomado Grupo Contemporâneo de Dança Livre, um coletivo de Belo Horizonte com atuação internacional. O evento, que promete agitar a cena cultural local, oferecerá uma vasta programação gratuita que inclui espetáculos, performances, exibições de videodanças, oficinas e bate-papos virtuais, todos com tradução em Libras.
A Mostra será realizada em formato presencial de 8 a 11 de abril, em locais emblemáticos como o Museu Regional de Caeté, a Escola Estadual José Brandão e a Praça do Mercadinho. A partir do dia 12 até o dia 18 de abril, a programação se estenderá para o ambiente virtual, com bate-papos ao vivo abordando temas da dança contemporânea, transmitidos pelo canal do YouTube do Grupo Contemporâneo de Dança Livre. Para mais detalhes sobre a programação, o público pode acessar o site oficial do evento.
Uma Trajetória de Sucesso
Com uma trajetória consolidada que inclui atuações em 14 países da América Latina e Europa, o Grupo Contemporâneo de Dança Livre apresenta um portfólio impressionante, com 17 espetáculos e 40 videodanças criadas ao longo de sua existência. Este ano, a Mostra de Dança do Fim do Mundo traz um novo olhar para a produção artística local, em um momento de reconstrução pós-pandêmica.
Duna Dias, coordenadora de produção do evento, destacou a relevância do tema: “Quais danças, modos de presenças e sensações nos interessam agora? O que não suportamos mais?” Essas questões foram fundamentais para a curadoria da Mostra, que este ano conta com a participação de artistas como Leandro Belilo, Luciano Botelho, Nicole Blach e Socorro Dias.
Programação Diversificada
A programação deste ano é ainda mais extensa, incluindo a exibição de nove videodanças e diversos bate-papos virtuais que discutirão a criação e produção contemporânea no estado de Minas Gerais. Durante os dias de programação presencial, o público poderá assistir a três performances e dois espetáculos, além de participar de oficinas que prometem enriquecer a experiência, como “Expressões Internas de Opressão”, ministrada por Emerson de Paula, e “Oficina Libras e Corpo”, conduzida por Marcos Aurélio Andrade Diogo e Jaqueline Silva Gonçalves.
Entre os destaques está o espetáculo “BOX”, que apresenta uma reflexão sobre as lutas diárias enfrentadas pela comunidade LGBTQIAP+, através da vivência corporal dos artistas Dýãnà Alves e Samuel Carvalho. Outro espetáculo notável é “Corpo, Preto, Surdo: Nós Estamos Aqui!”, que explora a interseção das experiências de pessoas surdas e ouvintes negras, utilizando dança, língua de sinais e outros recursos cênicos para tratar de questões de identidade e resistência.
Uma Nova Perspectiva para a Dança
As performances selecionadas também têm um papel importante na Mostra. “Dança para Asfaltos”, de Italo Augusto, busca integrar a dança em locais comuns, como paradas de ônibus, enquanto “Bestiário”, da polivalente Cib Maia, propõe uma obra mutante que se adapta ao espaço e ao público. “Conta-Gotas”, dirigido por Beatriz Nobel Maia, cria uma dança improvisada que dialoga com o ambiente, utilizando sons e elementos do espaço público como parte do espetáculo.
As videodanças que serão exibidas incluem títulos como “Boi Ancestral – Um Encontro com Nossas Raízes” e “Chroma – kê?”, proporcionando uma visão abrangente sobre a diversidade da dança contemporânea. No último dia da programação, o evento contará com a exibição da videodança mais votada pelo público, encerrando a Mostra de forma interativa e conectada com a audiência.
Sobre o Grupo Contemporâneo de Dança Livre
Fundado em 2010, o Grupo Contemporâneo de Dança Livre busca investigar a dança em suas múltiplas facetas, contribuindo para a formação de novos públicos e a criação de coletivos artísticos. Com destaque em festivais e projetos de formação em diversos países, o grupo entende a dança como um ato político e de resistência, ampliando o acesso à arte por meio de oficinas e exibições que promovem a inclusão.
Com a Mostra de Dança do Fim do Mundo – Edição Caeté, o grupo reafirma seu compromisso com a arte e a comunidade, promovendo não apenas uma programação rica, mas também um espaço de troca, reflexão e celebração.
