Greve dos Professores Completa Um Mês em Belo Horizonte
A greve dos profissionais da educação da rede municipal de Belo Horizonte chegou a um mês nesta quarta-feira (27), sem perspectivas claras de solução. O principal confronto entre os professores e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) envolve reivindicações sobre reajuste salarial, carreira e o modelo de contratação dos trabalhadores terceirizados.
Os professores reforçam que a recomposição salarial, com pagamento integral do piso nacional, é a principal exigência não atendida até o momento. Por outro lado, a administração municipal afirma que já cumpriu sete dos oito pontos prioritários apresentados pela categoria, mantendo, entretanto, o impasse na questão salarial.
Reajuste e Terceirização no Centro do Conflito
Segundo a PBH, o reajuste oferecido aos servidores da educação é de 6,61%, sendo 2,4% pagos em fevereiro e 4,11% a partir de maio, data-base do funcionalismo. Esse índice, conforme a prefeitura, ultrapassa o piso nacional do magistério, que foi fixado em 5,4% para este ano. Porém, o sindicato contesta esses números e insiste no pagamento integral do piso, com reajuste de 5,4% mais 15% retroativo a janeiro, conforme pauta entregue oficialmente em março.
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Além do debate salarial, a categoria critica o avanço do modelo de terceirização por meio das Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Os professores apontam riscos de precarização das condições de trabalho e falta de transparência nos critérios de contratação, além de relatar desvio de função e instabilidade na relação de trabalho.
Prefeitura Aponta Medidas Adotadas, Sindicato Avalia Insuficiência
Em resposta às críticas, a Prefeitura destaca avanços como a criação de um comitê de transição para profissionais terceirizados, propostas de alteração na Lei Orgânica do Município, progressão funcional, maior transparência na oferta de vagas, normatização das caixas escolares e a abertura para discutir a jornada docente.
No entanto, para os professores, essas medidas ainda não representam respostas efetivas, pois se limitam a comissões e estudos futuros, sem solucionar as demandas concretas da categoria.
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Assembleia Decidirá Caminho da Greve
O sindicato marcou uma nova assembleia para esta quinta-feira (28), quando os profissionais devem definir os próximos passos do movimento. A continuidade da greve depende da avaliação dos participantes diante do cenário atual de impasse.
Desde o início da paralisação em 27 de abril, após indicativo aprovado em assembleia no dia 16 do mesmo mês, a categoria tem mantido a mobilização. Entre as motivações destacam-se também a falta de professores, a sobrecarga de trabalho e o crescimento da terceirização na rede municipal.
