Inflação em Belo Horizonte fica abaixo da média nacional em maio
A inflação oficial do Brasil registrou alta de 0,58% em maio, desacelerando em relação a abril, quando o índice foi de 0,67%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (12/6). Entre as capitais pesquisadas, Belo Horizonte apareceu com a terceira menor variação, 0,34%, ficando atrás apenas de Curitiba (0,29%) e Vitória (0,32%). Este desempenho coloca a capital mineira entre as regiões com inflação mais controlada no país.
Influência dos combustíveis e alimentação na Região Metropolitana de BH
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 0,61% em abril para 0,34% em maio. Essa redução foi principalmente motivada pela queda nos preços dos combustíveis e dos alimentos. O preço da gasolina caiu 3,8% e o do etanol teve redução ainda maior, de 11,3%, números superiores aos recuos médios nacionais, que foram de 1,46% e 6,2%, respectivamente.
O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, destaca que, na Grande BH, o grupo Transportes registrou queda de 0,93%, enquanto no Brasil a redução foi de 0,46%. Além disso, a alimentação também contribuiu para manter a inflação mais baixa na capital mineira. O grupo Alimentação no Domicílio subiu 1,29% em BH, abaixo da média nacional de 1,65%. Já a Alimentação Fora do Domicílio teve aumento de 0,92% na capital, contra 1,33% no país.
Leia também: Flávio Trombino inaugura boteco no Belvedere com identidade mineira única
Leia também: The Beat Life Club inaugura em Belo Horizonte com conceito exclusivo de alto padrão
Energia elétrica e outros grupos de despesas em Belo Horizonte
Apesar da desaceleração geral, a energia elétrica residencial apresentou alta expressiva em Belo Horizonte. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) reajustou as tarifas em 2,27% a partir de 28 de maio, e a vigência da bandeira tarifária amarela acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, pressionando os custos no setor.
Dos nove grupos analisados pelo IBGE na Região Metropolitana de BH, três registraram queda: Transportes (-0,93%), Educação (-0,03%) e Comunicação (-0,09%). Os demais tiveram alta, sendo Alimentação e Bebidas (0,92%), Vestuário (0,83%), Habitação (0,81%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,77%), Despesas Pessoais (0,47%) e Artigos Residenciais (0,13%). No acumulado do ano, a inflação em BH é de 3,12%, enquanto em 12 meses chega a 4,26%.
Capitais com maiores altas e abrangência do IPCA
Nas capitais Aracaju e Campo Grande, a inflação foi a mais elevada em maio, ambas com alta de 1,31%. Esses aumentos foram impulsionados principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 7,37% em Aracaju e 13,56% em Campo Grande, além do tomate, que apresentou alta de 32,75% e 22,61%, respectivamente.
Leia também: Lei reconhece conjunto arquitetônico da Escola de Saúde Pública como patrimônio cultural em Minas Gerais
O IPCA considera famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de 16 capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte, além do Distrito Federal e algumas cidades selecionadas, como Goiânia, Campo Grande e São Luís.
