Minas Gerais: Potencialidades em Saúde e Tecnologia
Minas Gerais, com sua localização geográfica estratégica, uma economia robusta e uma estrutura favorável a investimentos, está se consolidando como um polo atraente para aportes financeiros. Durante o Fórum de Investimento de Minas Gerais – Novas Fronteiras para o Investimento e a Inovação, realizado pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil, em parceria com a Invest Minas, foram discutidas diversas oportunidades, especialmente a revitalização do Centro de Belo Horizonte, que se apresenta como um novo núcleo de saúde e biotecnologia, assim como a expansão de data centers no Estado.
O gerente regional da Britcham, Thomas Neme, ressaltou que Minas Gerais é um espaço fértil para investimentos, abrangendo desde novas economias até setores tradicionais. “Nosso Estado oferece uma diversidade econômica, com setores que vão da mineração ao agronegócio e saúde”, comentou. Ele ainda destacou a abundância de energia limpa e renovável, fator crucial para a atração de investimentos, especialmente em data centers, que demandam grandes quantidades de energia elétrica.
Neme também mencionou a posição central de Minas Gerais no Brasil, somada a uma infraestrutura de transporte eficiente, como ferrovias e rodovias que facilitam o transporte de insumos e cargas, como um diferencial competitivo. “Estamos buscando conectar empresas associadas à Câmara Britânica com atores locais para gerar emprego e renda, e promover a descarbonização. Temos projetos estratégicos, incluindo a revitalização do Centro de Belo Horizonte e o desenvolvimento de data centers”, destacou.
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Belo Horizonte: Centro de Inovação em Saúde
No que tange às oportunidades de investimento, Belo Horizonte se destaca pela possibilidade de revitalização de sua região central, transformando-a em um importante hub de inovação em saúde e biotecnologia na América Latina. Cássio Guilherme Coutinho Ferreira, diretor da Invest BH e assessor estratégico da Invest Minas, aponta que a cidade já conta com um ecossistema forte, suportado por universidades e empresas no setor de saúde. O projeto, chamado BHiopolis, busca fortalecer essa rede de inovação.
“Estamos planejando a criação de um centro de sequenciamento genético e um hospital especializado em doenças raras. Além disso, há um esforço para atrair mais hospitais e centros de pesquisa para gerar empregos qualificados e atrair capital intelectual”, afirmou Ferreira. Ele mencionou o mapeamento da região central, realizado em conjunto com a prefeitura e o governo do Estado, para identificar áreas com potencial de reaproveitamento.
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Fonte: soupetrolina.com.br
Instituições renomadas, como a Fiocruz, já manifestaram interesse em expandir suas operações na região. A UFMG também planeja a criação de um Centro de Tratamento de Neurociência, enquanto a Faculdade de Ciências Médicas (Feluma) visa expandir suas atividades. Ferreira enfatizou que a revitalização do centro de cidades requer a instalação de atividades econômicas que se adequem à infraestrutura existente. “Identificamos a ciência, saúde e biotecnologia como o caminho ideal. Com empresas retornando para o centro, criamos um ambiente atrativo que revitaliza a região”, concluiu.
Minas Gerais: Oportunidades para Data Centers
Outro ponto importante é o potencial de Minas Gerais para sediar data centers, uma vez que é um dos maiores estados brasileiros em produção de energia renovável. O vice-presidente da Associação Brasileira de Data Center (ABDC), Luis Tossi, enfatizou que o cenário é promissor. “Esperamos que, até 2030, o mercado de data centers cresça de forma sustentável, com uma projeção de capacidade entre 2,5 GW e 3 GW”, disse.
Tossi apontou que a abundância de energia elétrica renovável no Brasil, que representa 88% da matriz energética, é um diferencial significativo para a indústria de data centers, que requer grandes volumes de energia. “O Brasil está enfrentando um desafio de curtailment, onde a produção de energia renovável supera o consumo. Portanto, data centers voltados para inteligência artificial podem ser instalados mais próximos das fontes de energia limpa, como em Minas Gerais”, explicou.
Contudo, ele alertou que, para atrair investimentos, o país precisa garantir condições regulatórias e tributárias favoráveis. “Estamos mirando atrair até 4 GW de TI até 2030, o que poderia representar um retorno em investimentos diretos na ordem de R$ 2 trilhões”, avaliou. Thiago de Matos, gestor de inovação da Cemig, também destacou o compromisso da empresa em investir em infraestrutura, que inclui um plano de R$ 70 bilhões até 2030, visando conectar energia limpa a consumidores finais, como os data centers.
