Sete Casos de Mpox Confirmados em Minas Gerais
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou, nesta quarta-feira (4 de março), a confirmação de sete casos de mpox no estado desde o início de 2026. De acordo com o órgão, todos os pacientes apresentaram evolução positiva, e até o momento, não houve registros de óbitos relacionados à doença neste ano.
Dos casos, cinco foram diagnosticados em Belo Horizonte, com confirmações ocorrendo em datas específicas: 7 e 29 de janeiro, 24 de fevereiro, e dois novos diagnósticos na última sexta-feira (27 de fevereiro). Além da capital, um caso foi registrado em Contagem, também em 29 de janeiro, e outro em Formiga, no dia 24 de fevereiro. Todas as confirmações foram feitas em homens com idades entre 30 e 45 anos.
Sintomas e Orientações
Segundo informações da SES-MG, os sintomas da mpox incluem lesões cutâneas, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. A recomendação é que indivíduos que apresentem esses sinais procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica e informem sobre possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados.
Formas de Transmissão e Prevenção
A transmissão da mpox ocorre principalmente por meio de contato direto com lesões, fluidos corporais e objetos contaminados. Para minimizar o risco de contágio, a SES-MG orienta a evitar o contato com pessoas que tenham suspeitas ou confirmação da doença. Em situações onde é necessário cuidar de alguém, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e máscaras, é altamente recomendado.
Pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado devem seguir rigorosamente o isolamento até que o período de transmissão termine e evitar compartilhar objetos pessoais como toalhas, roupas e utensílios de cozinha. Além disso, a SES-MG destaca a importância da higiene das mãos, que deve ser realizada frequentemente com água e sabão ou álcool em gel.
Tratamento e Vacinação
O tratamento para mpox é voltado para o suporte clínico, visando o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada, e até o momento, não existe um medicamento específico para tratar a doença.
A estratégia de vacinação em Minas Gerais prioriza grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como pessoas vivendo com HIV/aids que apresentem imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. Também é recomendada a vacinação para profissionais de laboratório que operam em níveis de biossegurança 2 e para aqueles que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
Monitoramento Contínuo
A SES-MG assegura que está realizando um monitoramento constante do cenário epidemiológico e enfatiza a importância da informação qualificada, além da adoção de medidas preventivas efetivas para conter a propagação da doença.
