Alta nos preços dos ingredientes tradicionais da Festa Junina em Belo Horizonte
Com a chegada da temporada das festas juninas, os consumidores de Belo Horizonte já sentem o impacto direto no orçamento. Uma pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro em parceria com o aplicativo comOferta, que analisou os preços praticados entre os dias 25 e 29 de maio, revelou que os itens mais tradicionais para as celebrações apresentam variações de preço que chegam a 162,7%, dependendo do supermercado onde são adquiridos. Além disso, os valores estão significativamente mais altos em comparação com o ano anterior, 2025.
Produtos com as maiores oscilações de preço
O levantamento destaca o gengibre, ingrediente essencial para o preparo do quentão, que apresentou a maior disparidade nos preços, variando de R$ 7,99 a R$ 20,99 por quilo, uma diferença de 162,7%. A canjica branca da marca Yoki aparece em seguida, com preços entre R$ 4,98 e R$ 11,99, mostrando uma variação de 140,76%. A mandioca também teve forte oscilação, custando entre R$ 2,49 e R$ 5,99, o que representa um aumento de 140,56%.
Outros ingredientes tradicionais como a canjiquinha da Yoki e o milho de pipoca da mesma marca tiveram variações acima de 100%, com preços que vão de R$ 3,96 a R$ 8,49 e de R$ 3,48 a R$ 7,30, respectivamente. A linguiça calabresa, vendida ao quilo, foi encontrada com preços entre R$ 19,98 e R$ 37,48, uma oscilação de 87,59%. Já o coco ralado, vendido a cada 100 gramas, teve aumento de 82%, custando entre R$ 4,39 e R$ 7,99.
Comparativo de preços e impacto no consumo
O milho de pipoca tradicional de micro-ondas da Yoki apresentou variação de 79,5%, com preços entre R$ 2,78 e R$ 4,99, enquanto o quilo do bacon variou de R$ 24,98 a R$ 42,19, um aumento de 68,90%. Outros produtos como o milho de canjica da Yoki, leite condensado da Piracanjuba e leite condensado Moça também registraram elevações de preço entre 50% e 66%.
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O amendoim branco da marca Pachá teve uma variação menor, de 43,12%, com preços entre R$ 6,98 e R$ 9,99, mas ainda assim representa um impacto no custo final para quem prepara as comidas típicas das festas juninas.
Evolução dos preços de 2025 para 2026
Quando comparados os valores com o ano anterior, os consumidores enfrentam um aumento significativo nos gastos com itens essenciais para a festa. O feijão carioca da Pachá, por exemplo, ficou 65% mais caro, passando de uma média de R$ 5,89 para R$ 9,77. O feijão preto Turamã subiu 44%, de R$ 5,86 para R$ 8,46.
A paçoquinha da Santa Helena (216g) aumentou 43%, saindo de R$ 10,99 para R$ 15,74, enquanto a paçoca de rolha da mesma marca (350g) teve alta de 36,27%, de R$ 20,14 para R$ 27,45. O leite de coco Copra (200 ml) subiu 29,82%, passando de R$ 3,84 para R$ 4,99, e o leite de coco Sococo teve aumento de 23,76%, custando agora R$ 9,10 contra R$ 7,35 no ano anterior. A farofa pronta da Yoki também registrou aumento de 12%, passando de R$ 6,92 para R$ 7,76.
Itens que tiveram queda nos preços
Nem todos os produtos tiveram alta. A canjica branca da Codil (500g) caiu 25% no preço, de R$ 5,99 para R$ 4,49. A canjiquinha Anchieta, do mesmo peso, teve uma redução ainda mais expressiva, de 45%, caindo de R$ 3,95 para R$ 2,15 em média. O amendoim torrado da Pachá (500g) também ficou mais barato, com queda de 6,9%, passando de R$ 9,86 para R$ 9,18.
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Impacto prático para o bolso e os preparativos das festas
O aumento expressivo nos preços dos ingredientes básicos das festas juninas em Belo Horizonte reflete diretamente no custo das comemorações para as famílias e comerciantes que dependem dessa época para alavancar as vendas. Com variações que ultrapassam os 160% em alguns casos, o planejamento financeiro para as festividades precisa ser mais cuidadoso para evitar surpresas no caixa.
Além disso, esse cenário pode influenciar a escolha dos produtos pelos consumidores, que tendem a buscar alternativas mais acessíveis ou reduzir a quantidade dos ingredientes utilizados. Para os pequenos Negócios, como barracas e restaurantes típicos, o aumento dos preços pode significar margens de lucro menores ou a necessidade de repassar os custos para o consumidor final.
Ficar atento às oscilações e pesquisar preços entre diferentes supermercados pode ser uma estratégia eficiente para minimizar o impacto no orçamento, especialmente neste período em que as festas juninas ganham destaque e movimentam a economia local.
Por fim, a pesquisa reforça a importância de acompanhar o mercado de perto para entender como as flutuações de preço afetam o consumo e os hábitos de compra durante as tradicionais comemorações, que são parte importante da cultura e da economia de Belo Horizonte e região.
