Projeto aprovado para revitalizar o centro de BH
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) comemorou a aprovação do Projeto de Lei 574/2025, proposta da Prefeitura de Belo Horizonte que institui a Operação Urbana Simplificada (OUS) para a Regeneração dos Bairros do Centro da capital. A iniciativa define regras específicas para o hipercentro e estabelece normas de uso e ocupação do solo para estimular a requalificação urbana e ampliar o desenvolvimento na área central da cidade.
O projeto abrange bairros tradicionais como Carlos Prates, Bonfim, Lagoinha, Concórdia, Floresta, Santa Efigênia, Boa Viagem, Barro Preto e Colégio Batista. Essas regiões já contam com infraestrutura urbana consolidada e estão próximas a importantes corredores de transporte, comércio, serviços e equipamentos públicos. Para a FIEMG, a proposta pode fomentar novos empreendimentos, reformas e ocupação residencial, aproveitando melhor a infraestrutura existente, atraindo investimentos privados e aumentando o fluxo de pessoas e atividades econômicas no entorno do hipercentro.
Impactos econômicos e oportunidades para a construção civil
Além dos benefícios urbanísticos, a medida tem potencial para movimentar uma cadeia produtiva ampla, envolvendo setores como a construção civil, indústria de materiais, comércio, serviços especializados, arquitetura e engenharia. O setor da construção é reconhecido por gerar impactos econômicos em diversos segmentos, e projetos de requalificação urbana podem abrir novas portas para Negócios, empregos e renda na capital mineira.
Leia também: PBH lança cursos gratuitos de qualificação profissional em Belo Horizonte para 2024
Leia também: Encontro Nacional em Belo Horizonte: Mercado Imobiliário Debate Tendências e Inteligência Artificial
Raphael Lafetá, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), reforça a importância do projeto para o crescimento da cidade. Ele ressalta que a requalificação pode transformar áreas tradicionais que já dispõem de infraestrutura pública adequada, promovendo habitação de qualidade e melhor convivência urbana.
“Essa iniciativa traz uma nova dinâmica para o centro da cidade, gerando empregos e melhorando a mobilidade, já que moradores poderão viver mais próximos ao Centro e reduzir o uso de veículos”, afirma Lafetá. O projeto também surge em um momento delicado para a construção civil em Minas Gerais, que registra queda no PIB do setor e redução do emprego na área, conforme dados recentes da FIEMG.
Perspectivas para o futuro do setor em Belo Horizonte
O Boletim da Construção da FIEMG revela que, no primeiro trimestre de 2026, o PIB da construção em Minas Gerais recuou 3,7%, enquanto a média nacional teve crescimento de 1,3%. Além disso, o mercado de trabalho no estado registrou redução de 2,4% no número de pessoas ocupadas no setor, em contraste com um leve avanço no país.
Leia também: Lideranças da publicidade se reúnem em Belo Horizonte para alinhar estratégias do setor
Leia também: Como a Piririm Alimentos Revolucionou a Agricultura Familiar no Amapá com Inovação e Sustentabilidade
Nesse cenário, a FIEMG entende que o projeto aprovado pode ser um importante estímulo para estimular investimentos privados e ampliar a carteira de projetos, criando novas frentes de trabalho e fortalecendo a economia local.
Para Lafetá, a expectativa é que a prefeitura regulamente o projeto rapidamente, permitindo que os primeiros empreendimentos sejam lançados em breve. “Queremos ver Belo Horizonte crescendo de forma sustentável, oferecendo melhor qualidade de vida aos seus habitantes”, conclui o presidente do Sinduscon-MG.
