Medidas Emergenciais em Belo Horizonte
A escalada no número de casos de doenças respiratórias em Minas Gerais, especialmente em cidades como Belo Horizonte e Contagem, levou o Governo do Estado a reforçar o monitoramento sobre a situação. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde, esse acompanhamento, iniciado em março, embasou a decisão de alguns municípios em decretar estado de emergência, visando incrementar a capacidade de resposta às demandas de saúde pública.
Na última sexta-feira (10 de abril), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) proclamou emergência em saúde pública em virtude do aumento substancial de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam que, entre fevereiro e março de 2023, houve um impressionante aumento de 87% na procura por atendimentos relacionados a doenças respiratórias.
A Importância da Ação Rápida
O secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto, enfatizou que essa medida busca facilitar a agilidade nas ações de saúde. “O decreto de emergência permite maior mobilidade nas intervenções em saúde. Estamos reforçando as unidades de pronto atendimento com mais médicos, o que possibilita a rápida mobilização de leitos conforme a necessidade. Contudo, o foco primordial permanece na prevenção. As vacinas são fundamentais e a ciência já comprovou isso”, declarou.
Com a implementação do decreto, a prefeitura pode realocar equipes e recursos mais rapidamente, de acordo com a demanda emergente. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Leste, Nordeste e Pampulha já foram contempladas com esse reforço, e a vigilância se estende a todas as regionais da cidade.
Monitoramento em Nível Estadual
No nível estadual, o subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas Gerais, Eduardo Prosdocimi, ressaltou que o crescimento dos casos já estava sendo monitorado há semanas. “No final de março, notamos um aumento nas curvas epidemiológicas, especialmente na região central, com um incremento na procura por serviços de saúde primária e secundária. Por isso, municípios como Belo Horizonte e Contagem decretaram emergência, principalmente por recomendação do estado, que vinha acompanhando a evolução da situação e oferecendo suporte necessário”, explicou.
Adicionalmente, Minas Gerais lançou, no início de março, uma sala de monitoramento dedicada a vírus respiratórios, que tem a responsabilidade de coletar e analisar dados de todos os 853 municípios do estado. Essa ação possibilita a identificação precoce do avanço dos casos e a orientação sobre as medidas a serem adotadas localmente.
Vacinação como Principal Estratégia
Além do monitoramento, o governo estadual tem promovido campanhas de vacinação como a principal estratégia para evitar o agravamento das doenças respiratórias. “Mais de 800 municípios estão realizando ações de vacinação contra a influenza. A imunização é a maneira mais eficaz de prevenir casos graves, hospitalizações e, consequentemente, óbitos”, afirmou o subsecretário.
Prosdocimi também reiterou a relevância da imunização e fez um apelo à população. “Se a vacina está disponível pelo SUS, é porque sua eficácia e segurança foram comprovadas. Não se deixe levar por informações infundadas. Vacina salva vidas, e vacina boa é aquela que vai para o braço”, concluiu.
