Hyldon em Belo Horizonte para uma Celebração Musical
O renomado cantor e compositor Hyldon, um dos ícones do soul brasileiro, está celebrando seu 75º aniversário de uma forma especial. Nesta quinta-feira, 16 de abril, ele se apresenta no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, em Belo Horizonte, como parte do evento de abertura da Semana Jazz Is Dead. O concerto contará com a participação do renomado produtor e multi-instrumentista americano Adrian Younge e de Carlos Dafé, também uma figura de destaque na música brasileira.
Hyldon, que começou sua trajetória musical há cerca de sete décadas, reflete sobre como a música moldou sua vida. “Minha música não ia ser a mesma, os bordões são a minha especialidade”, comenta de forma bem-humorada. A conexão com o público é algo que ele sempre valorizou, e o show promete ser uma grande celebração de sua carreira e de suas influências.
Documentário e Música: Uma Combinação Ideal
Além do show, o dia 17 de abril, que marca o seu aniversário, também será especial com a sessão comentada do documentário “As dores do mundo: Hyldon”, que explora sua trajetória na música. Produzido por Emilio Domingos e Felipe Rodrigues, o filme faz parte de uma programação que homenageia a cultura negra e a música. A exibição do documentário será uma oportunidade única para os fãs conhecerem mais sobre a vida do artista e suas contribuições para o cenário musical.
Adrian Younge, que está à frente do selo Jazz Is Dead, é um verdadeiro embaixador da música brasileira nos Estados Unidos. Ele descreve a importância de preservar e promover a rica cultura musical do Brasil, destacando artistas como Hyldon e Dafé. “Todo mundo conhece as canções do Hyldon, mas poucos entendem a grandiosidade do seu trabalho”, disse Younge em uma entrevista recente. Sua paixão pela música brasileira e seu respeito pelos artistas é evidente, o que promete um espetáculo inesquecível.
Uma Oportunidade de Reencontro com a Música
O álbum mais recente de Hyldon, “Hyldon Jazz Is Dead 23”, é uma colaboração com Adrian Younge e foi gravado em um estúdio com equipamentos analógicos, criando um som característico e envolvente. “Tive que criar melodia e letra em cima do que ele tinha feito com o Mamão”, relembra Hyldon, referindo-se ao famoso baterista Ivan Conti. O resultado é um álbum que mescla o tradicional ao contemporâneo, reafirmando a relevância de Hyldon na música atual.
Entre as faixas do disco, “Olhos castanhos” se destaca, e Hyldon planeja apresentá-la em seu show. Ele também promete tocar seu grande sucesso “Na rua, na chuva, na fazenda”, que é um verdadeiro clássico e continua a encantar gerações. “Essa música é especial para mim, e não posso deixar de tocar”, confessa.
Programação da Semana Jazz Is Dead
A Semana Jazz Is Dead traz uma programação diversificada que vai até o dia 22 de abril, com várias sessões de cinema abordando temas e personalidades da música negra. Na sexta-feira, o documentário sobre Hyldon será seguido por outras exibições que incluem títulos icônicos como “Black Dynamite” e “Boyz’n the Hood”, cada um trazendo uma perspectiva única sobre a cultura e a música. A entrada para as exibições é gratuita, disponível na bilheteira uma hora antes de cada sessão.
O show de Hyldon promete ser não apenas uma celebração de seu aniversário, mas também uma oportunidade de reconhecer sua contribuição à música brasileira e angariar novas gerações de fãs. Com uma carreira repleta de sucessos e colaborações marcantes, Hyldon continua a ser uma figura influente que merece ser celebrada.
