Chamas Comprometem Estruturas na Região Metropolitana
Na noite desta quarta-feira, 15 de novembro, um incêndio devastador atingiu o terceiro andar de uma residência localizada no bairro São Geraldo, em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte. As chamas, visíveis a uma considerável distância, começaram pouco antes das 21h e rapidamente se espalharam pela estrutura da casa.
Conforme relatos de Ramon Piter, morador da casa, o incêndio teve início no quarto de sua mãe. Ele suspeita que a causa pode ter sido uma geladeira que estava no local. O fogo provocou a destruição de diversos móveis e objetos, deixando a residência em péssimas condições.
Antes da chegada do Corpo de Bombeiros, moradores e vizinhos se uniram para tentar controlar o incêndio utilizando baldes e mangueiras. Ramon compartilhou sua experiência: “Eu e meu tio, junto com meus primos, subimos com as mangueiras e fomos tentando apagar. Depois os bombeiros chegaram e assumiram a situação.”
O tenente Rafael Jucá, que coordenou a operação, elogiou a ação inicial dos moradores, mas ressaltou que essa prática pode ser perigosa. “Embora a ajuda deles tenha contribuído, não é recomendável que pessoas não treinadas tentem combater incêndios. Quando chegamos, pedimos que eles se afastassem para que os bombeiros pudessem assumir o controle da situação”, explicou.
Os bombeiros conseguiram conter as chamas em aproximadamente dez minutos. No entanto, o trabalho de rescaldo se estendeu por mais de uma hora. Eles enfrentaram dificuldades de acesso ao imóvel e precisaram restringir o uso de água para evitar o desabamento da estrutura. Segundo informações da corporação, cerca de 5 mil litros de água foram utilizados durante a operação.
Durante o incêndio, parte do telhado da residência cedeu, causando danos a imóveis vizinhos. Em razão da situação, a Defesa Civil decidiu interditar a área e aconselhou duas famílias a deixarem suas casas temporariamente para garantir a segurança de todos.
Um dos imóveis afetados foi o de Solange Antônia dos Santos, que sofreu danos significativos em mais de um cômodo. Ela teve permissão para entrar rapidamente em sua casa e retirar roupas e documentos essenciais. “Vou ficar na casa da minha vizinha, que me ofereceu abrigo. Amanhã, só Deus sabe o que vai acontecer. Não tenho para onde ir e não consigo pagar aluguel, pois estou sem trabalho”, desabafou Solange.
A equipe do g1 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda um retorno sobre possíveis investigações e providências em relação ao incidente. O caso destaca a importância da segurança em residências e a necessidade de protocolos efetivos em situações de emergência.
