Acusação formal contra diarista em caso de morte de casal idoso
Paola Stefany Neto Cirino, diarista, foi formalmente denunciada por dois crimes de latrocínio, além de fraude processual qualificada e furto qualificado, relacionados à morte de um casal de idosos em um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Outro envolvido, Leonardo do Nascimento, responderá por furto qualificado.
Detalhes do crime e evidências periciais
O crime aconteceu no dia 29 de junho. Segundo o Ministério Público, Paola teria matado as vítimas com o objetivo de roubar bens do imóvel, além de alterar a cena do crime para dificultar as investigações. Laudos necroscópicos indicam que Maria Clotilde, de 75 anos, sofreu 15 lesões causadas por instrumento perfurocortante, além de queimaduras. Cláudio Atala Inácio, 76, apresentou 43 ferimentos por arma branca, com perfurações que atingiram o coração.
Os exames toxicológicos detectaram no organismo dos idosos a presença de clonazepam e alprazolam, o que, conforme a acusação, indica que eles tiveram a capacidade de defesa reduzida antes dos ataques.
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Investigação detalha tentativa de apagar vestígios
Perícia também constatou que panos de chão foram encontrados de molho em água sanitária e desinfetante na área de serviço, sugerindo que os materiais foram usados para remover vestígios de sangue e dificultar o trabalho da perícia. Imagens do circuito de segurança do condomínio mostram que a diarista entrou no apartamento às 7h28 e saiu às 15h32, carregando sacolas com pertences das vítimas e usando roupas diferentes das que vestia na chegada.
Um detalhe importante da investigação foi a identificação de uma unha postiça de gel encontrada sob o corpo de uma das vítimas. As imagens mostram que a suspeita entrou no imóvel com o acessório no dedo anelar da mão direita e saiu sem ele.
Outros investigados e andamento do processo
O processo foi separado para três investigados que respondem por suspeita de receptação, em procedimentos distintos. As investigações envolvendo um parente do casal, que teria indicado a diarista para trabalhar na residência, continuam em inquérito separado. Durante a ação, a acusada teria ligado para esse parente relatando que uma das vítimas estava passando mal.
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A defesa da diarista solicitou a revogação da prisão preventiva, que ainda será analisada após manifestação do Ministério Público.
Com informações do Portal R7.
