Investigação e Cumprimento de Mandados em Belo Horizonte e Contagem
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) – Regional de Varginha, iniciou na manhã desta quarta-feira, 5 de agosto, a Operação Máscara Oculta. A ação visa investigar crimes de estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte e Contagem.
Funcionamento do Esquema Fraudulento
As apurações indicam que os suspeitos criavam perfis falsos em redes sociais para atrair investidores desavisados. As vítimas eram inseridas em grupos de mensagens, onde recebiam orientações para fazer depósitos em empresas que se apresentavam como gestoras financeiras, mas que na verdade eram fachadas. Essas empresas, abertas em nome de terceiros, tinham vida curta e utilizavam nomes chamativos para simular legitimidade no mercado.
Mentores do esquema usavam identidades e fotos falsas para enganar os investidores, enquanto outros integrantes se passavam por investidores bem-sucedidos, estimulando novos aportes financeiros. Após receberem os valores, os envolvidos realizavam múltiplas transferências e encerravam as empresas, dificultando o rastreamento do dinheiro. Quando as vítimas tentavam resgatar os investimentos, percebiam a fraude. Em seguida, os criminosos reiniciavam o esquema com novos perfis e empresas.
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Montantes e Impacto da Operação
Embora o número exato de vítimas ainda seja desconhecido, as investigações apontam que as empresas identificadas movimentaram mais de R$ 15 milhões. Uma dessas empresas, que funcionou por aproximadamente dois meses, registrou mais de R$ 5 milhões em depósitos. A operação contou com a participação de dois promotores de Justiça, um delegado e 26 policiais militares, demonstrando a força-tarefa montada pelo MPMG para desarticular o esquema.
Coordenação e Continuidade das Ações
A operação é fruto de um trabalho conjunto do MPMG, por meio da UCC – Regional de Varginha, com o apoio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet) de Varginha e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Varginha. Em coletiva, as autoridades detalharam os desdobramentos e reforçaram o compromisso na proteção dos investidores e combate às fraudes financeiras na região.
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