Rejeição de Aécio Neves domina cenário político em Minas Gerais
O ex-governador Aécio Neves (PSDB) voltou à disputa pelo Senado em Minas Gerais em meio a uma reviravolta na sua estratégia eleitoral. Levantamento realizado pelo instituto AtlasIntel e divulgado nesta terça-feira (8) aponta que o tucano enfrenta o maior índice de rejeição entre os políticos testados no estado, com 54,2% dos eleitores afirmando que jamais votariam nele.
Este índice coloca Aécio à frente de nomes de destaque no cenário nacional. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 49,6% de rejeição, seguido pelo presidente Lula (PT), com 48,6%, e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que soma 47,2% de rejeição.
Outros nomes e o impacto das rejeições no contexto eleitoral mineiro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), considerado uma das principais vozes do bolsonarismo no estado, aparece como o quinto mais rejeitado, com 46,9%. Ele tem participação ativa nas articulações do grupo conservador em Minas Gerais, incluindo a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e o palanque local do senador.
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O levantamento também detalha a rejeição de outros candidatos à disputa estadual e nacional em Minas Gerais. Renan Santos (Missão) registra 42,1%, enquanto o governador e candidato à reeleição Romeu Zema (Novo) tem 41,9%. Entre os concorrentes ao governo, Patrus Ananias (PT) aparece com 36,8%, Flávio Roscoe (PL) com 33,5%. Para o Senado, Domingos Sávio (PL) soma 34,6% de rejeição.
Outros nomes no pleito estadual apresentam índices variados: Mateus Simões (PSD) com 31,1%, Alexandre Kalil (PDT) com 29%, Cleitinho Azevedo (Republicanos) com 27,6%, Augusto Cury (Avante) com 27,3% e Gabriel Azevedo (MDB), que tem o menor índice do levantamento, com 16,5%.
A deputada federal Marília Campos (PT), líder nas intenções de voto para o Senado, registra rejeição de 30,6%, segundo a pesquisa.
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Reviravolta na candidatura de Aécio Neves ao Senado
A elevada rejeição de Aécio Neves ocorre após mudanças recentes em seu projeto político. Inicialmente, ele havia anunciado que não concorreria a cargos eletivos nas eleições deste ano, mas voltou atrás no final de agosto sob pressão de aliados.
Em 28 de agosto, Aécio confirmou sua candidatura a uma das duas vagas do Senado por Minas Gerais. Como o anúncio ocorreu depois do prazo final para registro de candidaturas, o PSDB utilizou um dispositivo da legislação eleitoral que permite substituir candidatos em caso de renúncia. Com isso, Aécio integra oficialmente a chapa liderada por Alexandre Kalil (PDT) ao governo estadual.
Detalhes técnicos da pesquisa
O levantamento do AtlasIntel ouviu 1.804 eleitores de Minas Gerais entre os dias 30 de agosto e 4 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os dados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MG-01579/2026 e BR-05852/2026.
