Investimento em Carnaval de Rua em BH
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou um investimento significativo de R$ 3,21 milhões em subsídios para os blocos de rua durante o Carnaval de 2026, representando um aumento de 16,22% em relação ao montante de R$ 2,76 milhões da edição anterior. No total, o município disponibilizou cerca de R$ 6 milhões para a realização das festividades, reforçando o compromisso em apoiar a cultura local.
Eduardo Cruvinel, presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), destacou que esses recursos não foram direcionados a shows de grandes artistas, mas sim para apoiar as escolas de samba, blocos caricatos e blocos de rua. “O nosso subsídio foi todo destinado diretamente para as escolas de samba, blocos caricatos e blocos de rua”, enfatizou.
Ele também frisou que o aumento no valor dos subsídios foi possível mesmo com a escassez de patrocínios. Segundo Cruvinel, o montante já estava garantido, independentemente do número de parceiros financeiros. “Isso não era uma preocupação para nós”, disse o presidente da Belotur.
Atração de Patrocínios e Parcerias
Cruvinel explicou que a atração de marcas parceiras está alinhada a uma estratégia de mercado que busca desonerar a PBH. Em menos de 20 dias úteis, a Prefeitura conseguiu captar cerca de R$ 3,3 milhões em investimentos provenientes da iniciativa privada, evidenciando o interesse das empresas em apoiar os eventos carnavalescos.
Entre os parceiros desta edição estão a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Supermercados BH, Serviço Social do Comércio (Sesc), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG) e a Caixa Econômica Federal. Se incluídas as emendas parlamentares, o total de recursos externos chega a R$ 4 milhões.
Impacto Econômico do Carnaval em BH
O presidente da Belotur também destacou que o valor investido nos blocos de rua de Belo Horizonte superou o de outras grandes capitais, como São Paulo, que destinaram R$ 2,5 milhões. A estimativa é de que o movimento econômico durante o Carnaval na capital mineira ultrapasse R$ 1 bilhão.
Sobre o impacto socioeconômico do evento, Cruvinel afirmou que 25% dos ambulantes que atuaram durante o Carnaval estavam desempregados. “Esse é um momento crucial para que eles possam gerar renda e sustentar suas famílias”, ressaltou. O número de ambulantes registrados para o Carnaval deste ano cresceu 12,5%, passando de 10.247 em 2025 para 11.528 em 2026, com um faturamento médio de R$ 5 mil por vendedor nos últimos cinco dias.
Reciclagem e Sustentabilidade
Outra categoria beneficiada foi a dos catadores de material reciclável, que coletaram aproximadamente 50,4 toneladas durante as festividades. Cruvinel informou que essa quantidade será vendida, gerando uma renda extra para os catadores. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) firmou uma parceria com quatro cooperativas, envolvendo 440 catadores na equipe de limpeza para a coleta seletiva.
Além disso, a iniciativa privada também se envolveu com o projeto ReciclaBelô, que auxiliou as cooperativas de reciclagem durante o evento. O setor hoteleiro sentiu os efeitos positivos do Carnaval, registrando uma média de 98% de ocupação, com alguns hotéis alcançando 100% de lotação. A movimentação também foi intensa em bares e restaurantes da capital, onde muitos proprietários decidiram manter os estabelecimentos abertos, ao contrário de anos anteriores, quando realizavam reformas.
