Quadro de Saúde Crítico de Luiz Phillipi Mourão
O estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro, apresentou uma piora significativa nesta sexta-feira (6) enquanto se recuperava na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital João XXIII, localizado em Belo Horizonte. Informações obtidas pela Rádio Itatiaia indicam que o paciente desenvolveu hipertermia, caracterizada pelo aumento da temperatura corporal acima de 40 °C, além de uma grave infecção.
Atualmente, Mourão está sob um protocolo de morte encefálica. De acordo com o Ministério da Saúde, a morte encefálica é a cessação irreversível das funções cerebrais, o que implica em uma parada cardíaca iminente. Mesmo que o coração continue a apresentar batimentos, a respiração não ocorrerá sem intervenção médica, caracterizando, assim, a morte do indivíduo.
Internação Após Tentativa de Suicídio
Luiz Phillipi Mourão foi admitido no Hospital João XXIII na quarta-feira (4), após uma tentativa de suicídio em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele tentou se enforcar utilizando uma camisa, e, embora tenha recebido atendimento imediato, ficou sem oxigenação cerebral por aproximadamente 30 minutos. Esse incidente levanta sérias questões sobre a segurança e os cuidados médicos oferecidos aos detidos.
A Polícia Federal prendeu Mourão na manhã da quarta-feira (4), durante a operação Compliance Zero, que investiga seu suposto papel como líder de uma equipe de capangas a serviço de Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master. O advogado Robson Lucas da Silva, que defende Mourão, disse que manteve contato com seu cliente até cerca das 14h do mesmo dia, quando Mourão estava lúcido e sem sinais de comprometimento físico ou mental.
Investigações em Andamento
A prisão de Mourão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ele é alvo de investigações por atividades relacionadas ao monitoramento de adversários de Vorcaro, além de planejar ações violentas contra críticos do banqueiro. A decisão que autorizou a prisão descreveu Mourão como alguém envolvido em atividades de vigilância e obtenção de informações sigilosas, recebendo mensalmente cerca de R$ 1 milhão por seus serviços.
A investigação também revelou mensagens entre Mourão e Vorcaro sobre o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que publicou críticas ao banqueiro. Em uma troca de mensagens, Vorcaro sugere que o jornalista deve ser seguido e, em outra, expressa o desejo de que ele fosse agredido durante um suposto assalto. A Polícia Federal está apurando potenciais crimes, incluindo corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Reação da Polícia Federal
A Polícia Federal notificou o incidente de tentativa de suicídio ao gabinete do relator do caso Master, André Mendonça, e enviou vídeos que documentam o ocorrido. Além disso, a PF anunciou que abrirá um procedimento para investigar as circunstâncias da tentativa de suicídio, questionando a segurança dentro das instalações onde Mourão estava detido.
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela gestão do Hospital João XXIII, ainda não divulgou atualizações formais sobre a condição de saúde de Mourão. Este caso, que traz à tona temas importantes relacionados à saúde mental e à segurança de detentos, deverá ser acompanhado por defensores dos direitos humanos e por especialistas em saúde pública.
