Aumento de Casos de Mpox em Minas Gerais
O número de casos de mpox, conhecida anteriormente como varíola dos macacos, subiu para 13 em Minas Gerais, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta quinta-feira, 12 de outubro de 2026. O novo diagnóstico foi confirmado na cidade de Contagem, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte.
Belo Horizonte e sua Região Metropolitana são responsáveis pela maior parte dos registros, apresentando oito casos na capital, três em Contagem e um em Ribeirão das Neves. Um caso adicional foi registrado em Formiga, na Região Centro-Oeste do estado. De acordo com a SES-MG, todos os pacientes são homens cuja faixa etária varia entre 25 e 56 anos, e todos evoluíram para a cura, o que é um alívio em meio à preocupação com a doença.
Transmissão e Sintomas da Mpox
A mpox é provocada pelo vírus monkeypox, sendo transmitida principalmente através do contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e materiais contaminados. Os sintomas da doença incluem o surgimento de lesões na pele, inchaço dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. Essa variedade de sintomas exige atenção e um diagnóstico rápido para que medidas sejam tomadas.
A prevenção é fundamental na luta contra a mpox. A principal recomendação é evitar contato com pessoas que apresentam suspeita ou confirmação da doença. Pacientes diagnosticados devem manter-se em isolamento até que não sejam mais capazes de transmitir o vírus, além de não compartilhar objetos pessoais como toalhas, roupas, lençóis e talheres, evitando assim a propagação da infecção.
Tratamento e Vacinação
Atualmente, não há um tratamento específico para mpox. Os pacientes recebem suporte clínico que visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. A maioria dos casos é considerada leve ou moderada, o que é um ponto positivo em meio a esse surto. Contudo, a vacinação se torna um recurso importante para grupos de maior risco de desenvolver formas graves da doença.
A SES-MG informa que a vacina contra a mpox está disponível para pessoas com maior risco, como aquelas vivendo com HIV/aids e que apresentam imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. Além disso, profissionais de laboratório que atuam em ambientes de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de indivíduos com suspeita ou confirmação da doença também estão incluídos no público-alvo da imunização.
O Caminho a Seguir
Diante do aumento de casos, é imprescindível que a população se mantenha informada e atenta aos sinais da doença. A disseminação de informações precisas e a conscientização sobre a mpox são essenciais para conter novos casos e garantir a saúde coletiva. O acompanhamento dos sintomas e a busca por assistência médica em caso de suspeita são medidas que podem fazer toda a diferença na prevenção dessa doença.
