Bahia dá o pontapé inicial para a Copa do Mundo Feminina 2027
Enquanto a Copa do Mundo masculina de 2026 está em andamento, a Bahia já se prepara para receber a próxima grande competição do futebol mundial: a Copa do Mundo FIFA de futebol feminino de 2027. Nesta quarta-feira (24), o Governo do Estado realizou no Dique do Tororó, em Salvador, o evento que marcou o início da contagem regressiva de 365 dias para o torneio.
Vicente Neto, diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), destacou o empenho do estado como sede do evento: “Foi com muita alegria que a Bahia disputou e venceu como estado-sede para a Copa do Mundo Feminina de 2027. A seleção masculina está jogando, e a gente está trabalhando de domingo a domingo. São várias secretarias do Governo da Bahia envolvidas nesse processo”.
Inauguração e revitalização no Dique do Tororó
O evento teve como destaque a instalação de uma placa comemorativa que marca exatamente um ano para a abertura da competição, posicionada ao lado do monumento em formato de berimbau, no Dique do Tororó. Além disso, o monumento foi revitalizado e ganhou as cores da Copa do Mundo Feminina, mantendo a homenagem a Moa do Katendê, mestre de capoeira Angola e importante referência da cultura popular baiana.
O ato contou ainda com um receptivo especial com as tradicionais baianas, conectando a preparação para o maior torneio do futebol feminino do planeta à memória e à identidade cultural da Bahia.
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Impactos econômicos e sociais com o evento
A contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina 2027 deve impulsionar a Bahia no mercado internacional do turismo esportivo, além de estimular o comércio, os serviços e atrair eventos e negócios relacionados à competição. Socialmente, o planejamento busca incentivar a prática do futebol feminino nas comunidades e ampliar o protagonismo das mulheres no esporte e na cultura local.
Atletas locais também participaram da celebração, como Iara Pereira, de 51 anos, jogadora e fundadora do time Remo, da Península Itapagipana, em Salvador. Iara destacou a importância da luta das pioneiras do futebol feminino e o apoio do Governo do Estado para ampliar oportunidades às atletas: “É uma emoção muito grande viver este momento e lembrar da luta das pioneiras do futebol feminino, que durante muito tempo foram impedidas de jogar. Hoje, além de ocuparmos esses espaços, estamos ajudando outras mulheres e meninas a fazerem o mesmo, dentro e fora de campo. A Copa Loreta Valadares e o apoio do Governo do Estado, por meio da Sudesb, têm sido fundamentais para ampliar oportunidades e dar melhores condições às atletas”.
Primeira Copa do Mundo Feminina no Brasil e na América do Sul
A edição de 2027 será histórica, pois será a primeira Copa do Mundo de Futebol Feminino realizada no Brasil e no continente sul-americano. Salvador será uma das cidades-sede, ao lado de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
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A preparação da Bahia está sendo coordenada por meio do programa Elas em Campo, que envolve múltiplas áreas do Governo do Estado. O planejamento inclui mobilidade urbana, turismo, cultura, captação de grandes eventos, ambiente de negócios e políticas para as mulheres, visando receber atletas, delegações, torcedores e visitantes, além de ampliar os benefícios da competição para a população local.
Além da infraestrutura já existente, como metrô e VLT, o estado investe em promoção turística, atividades culturais, rodadas de negócios e ações voltadas especialmente para o público feminino.
Protagonismo feminino e legado social
Patrícia Barreto, chefe de gabinete da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ressaltou que a Copa do Mundo Feminina será uma oportunidade para ampliar o protagonismo das mulheres e garantir que elas se beneficiem dos impactos sociais e econômicos do evento: “É um momento histórico, que reconhece a trajetória de mulheres e meninas que lutaram para conquistar espaço no futebol e em tantos outros ambientes. A realização da competição fortalece as políticas de equidade de gênero no nosso estado e reafirma o compromisso de garantir que as mulheres estejam em todos os espaços que desejarem ocupar”.
