Uberlândia como Capital Transitória
Um decreto assinado pelo governador Mateus Simões (PSD) estabelece que, de forma simbólica, Belo Horizonte deixará de ser a capital de Minas Gerais até o próximo sábado, dia 28 de março. Durante este período, Uberlândia será a “primeira capital transitória do estado”, em meio à programação do Governo Presente. A escolha da cidade do Triângulo Mineiro não é por acaso; Simões destaca que Uberlândia tem se destacado nos últimos anos e é um modelo a ser seguido por outras regiões do estado.
A decisão coincide com a realização da Femec, uma importante feira dedicada ao agronegócio mineiro. “É uma oportunidade de interagir com a população e testemunhar o pulsar da economia local”, afirmou Simões, ressaltando o significado do evento para a cidade.
Objetivo da Mudança Simbólica
O governador enfatiza que essa mudança é meramente simbólica, com a intenção de lembrar a todos que tanto ele quanto Romeu Zema (Novo), que recentemente renunciou para se dedicar à sua pré-campanha presidencial, não foram eleitos apenas para governar a capital. “Mais de 75% da população mineira reside fora da Região Metropolitana”, destacou Simões, sublinhando a importância de valorizar outras áreas do estado, além da capital.
A ideia das capitais transitórias, segundo ele, visa “reconhecer a presença e as necessidades de cada mineiro, reforçando onde as ações devem ser concentradas”. Com isso, o governo busca trazer serviços e recursos para o interior, onde muitas vezes as demandas ainda são negligenciadas.
Atividades em Uberlândia Durante a Capitalidade
Nos três dias em que Uberlândia exercerá essa função simbólica, o governo planejou uma série de atividades voltadas para a população local. Dentre elas, destaca-se a realização de uma feira de serviços que incluirá a emissão de documentos como carteiras de identidade, além de diversos atendimentos à comunidade. O governo também aproveitou a oportunidade para fazer anúncios na área de segurança pública.
Entre as medidas anunciadas por Simões, estão a entrega de “bloqueadores de celulares para as penitenciárias”, a aquisição de armamentos novos e modernos para as forças policiais, além de rádios comunicadores destinados ao Corpo de Bombeiros. “Essas ações são uma forma de garantir mais segurança e eficiência nos serviços prestados”, afirmou.
A pauta do agronegócio, crucial para a economia mineira, também será discutida durante a Femec, com agendas específicas para fortalecer o setor. Com essa ação, o governo mais uma vez ressalta o seu comprometimento em fomentar o desenvolvimento de todas as regiões de Minas Gerais, não apenas a capital.
