Alerta da Defesa Civil para Chuvas em BH
A Defesa Civil de Belo Horizonte emitiu um alerta na tarde deste domingo (5), informando sobre a possibilidade de pancadas de chuvas intensas na região. Os moradores devem ficar atentos ao risco de enxurradas e alagamentos, além da possibilidade de granizo, que pode causar danos significativos.
É fundamental redobrar a atenção durante esse período. A orientação é evitar áreas propensas a alagamentos e não trafegar em ruas que podem ser submersas ou nas proximidades de córregos e ribeirões durante as chuvas fortes. Também é crucial não atravessar ruas alagadas e impedir que crianças brinquem em córregos ou em meio às águas em movimento.
Além disso, recomenda-se que os motoristas não se abriguem ou estacionem veículos sob árvores, que podem oferecer risco de queda. As áreas de encostas e morros exigem atenção especial, dado o potencial de deslizamentos.
Em caso de contato com cabos elétricos rompidos, a orientação é não se aproximar e acionar imediatamente a CEMIG pelo telefone 116 ou a Defesa Civil pelo 199. Se notar fissuras nas paredes das casas ou o surgimento de fendas e minas d’água, é essencial reportar a situação à Defesa Civil com urgência.
Em situações de raios, não permaneça em áreas abertas e evite o uso de equipamentos elétricos, pois isso aumenta o risco de acidentes.
Chuvas em Minas Gerais e Seus Efeitos
Recentemente, a rádio Itatiaia reportou que Minas Gerais registrou 92 mortes relacionadas a chuvas entre outubro de 2025 e março de 2026, o que representa o período chuvoso mais letal desde 2020. O estado também observou um aumento drástico no número de eventos adversos associados às chuvas, com ocorrências passando de 41 em 2015 para 215 em 2025 e 377 em 2026.
Esse cenário levanta grandes desafios, especialmente em meio às mudanças climáticas, evidenciando a urgência de incorporar a discussão sobre o clima nas pautas públicas, conforme apontou um especialista consultado pela reportagem. O primeiro trimestre de 2026 foi particularmente marcado por chuvas intensas durante o verão, que, mesmo que breves, causaram estragos significativos. A Zona da Mata, em especial, foi devastada, resultando em 74 mortes devido ao temporal que atingiu a região no final de fevereiro.
A tragédia não apenas provocou alagamentos e deslizamentos de terra, mas também resultou em soterramentos e desfez famílias inteiras, deixando um vazio profundo na comunidade e gerando prejuízos incalculáveis para a população local.
