Histórico de Tragédias em Minas Gerais
Recentemente, Juiz de Fora, que se destacou como a cidade mais afetada até o momento, contabilizou mais de 60 mortes devido às intensas chuvas. Em Ubá, o cenário não é diferente, com seis vidas perdidas e uma série de problemas gerados, como deslizamentos de terra e o transbordamento de rios. Muitos bairros estão isolados, deixando centenas de famílias desalojadas e em situação crítica.
Esta não é a primeira vez que Minas Gerais enfrenta desastres dessa magnitude. De acordo com um estudo da MetSul Meteorologia, nas últimas décadas, o estado viveu períodos chuvosos que entraram para a história, resultando em perdas humanas significativas e cidades devastadas.
Um dos episódios mais marcantes foi em 1979, quando a chamada “grande enchente” causou o maior desastre já registrado em Minas Gerais. Após mais de 35 dias de chuvas incessantes entre janeiro e fevereiro, 246 pessoas perderam a vida, e 37 cidades ficaram completamente isoladas. A Região Leste foi a mais impactada por essa catástrofe.
A Tragédia da Vila Barraginha e Outros Desastres
Outro evento trágico ocorreu em março de 1992, quando a Vila Barraginha, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi devastada. O deslizamento resultou em 36 mortes, com cerca de 150 construções desabando e mais de 60 feridos.
Em janeiro de 1997, as consequências das chuvas deixaram 83 mortos nas áreas Central e Zona da Mata. Nesse período crítico, 600 mil pessoas ficaram sem acesso a água potável, e oito municípios decretaram estado de calamidade pública. Raposos, na Grande BH, enfrentou alagamentos que duraram três dias.
Impactos Recentes e Previsões
Em 2003, um forte temporal causou a morte de 25 pessoas e deixou 70 feridos em diversos municípios. Em Belo Horizonte, um deslizamento na Região Leste levou à morte de nove crianças da mesma família, um episódio que chocou a comunidade.
Mais recentemente, entre 2019 e 2020, 74 vidas foram perdidas em Minas Gerais devido a chuvas torrenciais. Naquele janeiro, Belo Horizonte registrou o mês mais chuvoso desde 1910, com um volume de 935,2 milímetros, quase três vezes a média histórica.
O mês de fevereiro de 2026 se aproxima do fim com previsões de chuvas acima da média em grande parte do estado. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Juiz de Fora já ultrapassou 763 milímetros de precipitação, tornando-se o mês mais chuvoso desde 1961, quando começaram as medições pelo Inmet.
