Feminicídio em Belo Horizonte
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou um homem suspeito de cometer feminicídio contra Cinthya Micaelli Soares Rolliz, de 26 anos, no bairro Jardim América, localizado na Região Oeste de Belo Horizonte. O anúncio foi feito na quarta-feira (11), e a prisão preventiva do acusado permanece em vigor.
O crime ocorreu no dia 31 de dezembro de 2025, quando o suspeito disparou cinco vezes contra a mulher, atingindo seu rosto. O indiciamento engloba o agravante de que o ato violento foi cometido na presença da filha de Cinthya, além de infringir medidas de proteção previamente estabelecidas.
Histórico de Violência
As investigações, lideradas pelo Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios, revelaram que o relacionamento entre o suspeito e a vítima se estendeu por cerca de seis anos, sendo marcado por diversas ocorrências de violência doméstica. Segundo informações obtidas pela polícia, a intensidade das agressões aumentou significativamente após Cinthya solicitar medidas protetivas de urgência no final de novembro do ano anterior, em resposta a ameaças e atos de violência anteriores.
As apurações indicam que o comportamento agressivo do indiciado não se restringia apenas à companheira, mas também se estendia a pessoas próximas a ela, incluindo familiares e amigos. Este padrão de violência gerou um ambiente de medo e insegurança ao redor da vítima e de seus entes queridos.
Detalhes do Crime
Na fatídica madrugada do dia 31 de dezembro, conforme relatos familiares à Polícia Militar (PMMG), o suspeito invadiu a residência da vítima ao pular o muro e atacou Cinthya enquanto ela dormia ao lado de sua filha de cinco anos. Apesar do ato brutal, a criança não sofreu ferimentos, mas ficou em estado de choque devido à violência presenciada.
A mãe de Cinthya afirmou que a filha não estava mais em contato com o suspeito, que não aceitava o término do relacionamento. O casal havia se separado há aproximadamente três meses, e Cinthya possuía uma medida protetiva que visava sua segurança. Segundo relatos de parentes, a relação era definida por ciúmes extremos, comportamentos agressivos e perseguições constantes. Mesmo após a separação, o suspeito continuou a assediar Cinthya, vigiando sua casa e seu local de trabalho.
Passado Criminal e Planos da Vítima
O suspeito tinha um histórico criminal que incluía passagens por homicídio, roubo e tráfico de drogas. Conforme destacado por informações da Rádio Itatiaia, Cinthya tinha planos de deixar o Brasil em janeiro, buscando escapar das ameaças de seu ex-namorado. Essa decisão refletia a urgência e a gravidade da situação que ela enfrentava.
A tragédia que vitimou Cinthya Micaelli Soares Rolliz é um forte alerta sobre a realidade do feminicídio e da violência doméstica no Brasil, evidenciando a necessidade de uma resposta mais eficaz das autoridades e da sociedade para proteger as vítimas e prevenir esses crimes horrendos.
