Gerardo Renault enfrenta dificuldades de saúde
Gerardo Renault, pai da jornalista Ana Paula Renault, está internado desde a última sexta-feira (3) em um hospital de Belo Horizonte, Minas Gerais. O ex-deputado está recebendo tratamento devido a um quadro de desidratação e confusão mental. Segundo informações da assessoria de Ana Paula, seu pai deu entrada no Hospital Felício Rocho em decorrência de problemas comuns entre idosos, mas sua condição é estável.
No início de fevereiro, Ana Paula revelou que quase não participou do reality show por conta da internação do pai, que apresentava um estado de saúde muito debilitado no final de 2025. “Meu pai estava praticamente morto”, desabafou a jornalista em uma entrevista. Ela recorda que chegou a comunicar a sua madrasta que não iria mais ao programa: “Eu não tinha como entrar no BBB, meu pai estava em uma situação muito crítica”. A pressão foi tamanha que ela quase rompeu o contrato com o reality, mas acabou aceitando a participar a pedido de Gerardo e de sua madrasta.
A história de vida de Gerardo Renault
Natural de Belo Horizonte, Gerardo nasceu em 1929 e completará 97 anos em setembro deste ano. Filho do comerciante René Renault e de Maria Aparecida Machado Renault, sua trajetória sempre esteve atrelada à vida pública e intelectual. Ele cursou o ensino secundário no Instituto Padre Machado e no Colégio Marconi, ambos em sua cidade natal.
Completou seu bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de Minas Gerais (hoje UFMG) em 1951, período em que se destacou no movimento estudantil. Gerardo foi secretário do Diretório Central dos Estudantes, vice-presidente da União Estadual dos Estudantes e da União Nacional dos Estudantes, além de presidir a Federação Brasileira de Desportos Universitários.
Entrando na política, em 1951, ele foi eleito vereador de Belo Horizonte pelo UDN, cargo que ocupou até 1966, sendo reeleito em várias ocasiões. Durante sua atuação na Câmara Municipal, fez parte de comissões permanentes e representou o Brasil em eventos internacionais relacionados ao municipalismo e ao movimento estudantil.
Trajetória política
Entre 1967 e 1979, Gerardo atuou como deputado estadual em Minas Gerais, eleito pela Arena, partido que apoiava o regime militar instaurado em 1964. Neste período, ele foi relator da nova Constituição do estado e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento de Minas Gerais, além de presidir comissões importantes na Assembleia Legislativa.
Em 1979, foi eleito deputado federal, cargo que exerceu até 1983. Optou por se licenciar para assumir a Secretaria Estadual de Agricultura no governo de Francelino Pereira. Com o fim do bipartidarismo, filiou-se ao PDS, sucessor da Arena, e trabalhou em comissões relacionadas à agricultura e à política rural.
Em 1984, foi um dos que votaram a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para a presidência da República. No Colégio Eleitoral de 1985, apoiou Paulo Maluf, que acabou perdendo para Tancredo Neves, que faleceu antes de tomar posse, sendo substituído por José Sarney.
Legado e família
Após deixar a Câmara, em 1987, Gerardo ainda tentou a vice-governadoria de Minas Gerais em 1986, ao lado de Murilo Paulino Badaró. Mesmo após se afastar da política, ele manteve-se ativo como advogado em Belo Horizonte. Em 1991, foi eleito presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, cargo que ocupa até hoje, sendo reeleito diversas vezes ao longo dos anos.
Dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados indicam que, em novembro de 2025, Gerardo recebeu cerca de R$ 18 mil como aposentado do Legislativo Federal, um valor que reflete sua longa e significativa carreira. A família Renault possui um histórico importante na política e na cultura brasileira. Gerardo é primo de Abgar de Castro Araújo Renault, um renomado escritor e ex-ministro da Educação e Cultura entre 1955 e 1956.
Gerardo foi casado primeiramente com Vera Cardoso Renault, com quem teve três filhos: Gisele, Rene e Cibele. Mais tarde, ele se casou com Maria da Conceição Machado Renault, mãe de Ana Paula, que faleceu tragicamente em um acidente de carro em 1998, quando Ana Paula tinha apenas 17 anos. Com Maria, ele teve também outra filha, Maria Aparecida, conhecida como Cida.
A jornalista Ana Paula frequentemente menciona a influência da mãe em sua vida e como a herança deixada por ela contribuiu para sua estabilidade ao longo dos anos. Em 2016, Ana Paula esclareceu uma declaração feita durante sua participação no BBB 16, onde afirmou ter “bebido” um apartamento em Cabo Frio, explicando que, na verdade, vendeu o imóvel para investir em experiências, uma decisão que ela considera ter sido acertada.
