Um Mergulho na Trajetória de Um dos Principais Chefs de Minas Gerais
No programa “EM Minas”, da TV Alterosa e Portal Uai, exibido no último sábado (18/4), Leo Paixão compartilhou sua história e como se tornou uma referência na gastronomia brasileira. Comandando quatro renomados restaurantes em Belo Horizonte, o chef também planeja abrir um novo estabelecimento voltado para a culinária japonesa.
Paixão destacou as características únicas de cada um de seus restaurantes, ressaltando sua abordagem distinta que combina a riqueza da culinária mineira com técnicas francesas. Ele se dedica diariamente à busca do que descreve como uma “perfeição inatingível”, refletindo em seus pratos.
Nascido em uma época em que a medicina parecia ser o único caminho viável, Paixão revelou que a influência de sua família foi determinante em sua escolha profissional. “Quando fiz meu teste vocacional, o resultado indicou artes, mas minha família disse que me apoiaria apenas se eu optasse por medicina”, contou.
Após ingressar na faculdade de medicina e se formar pela UFMG, Leo começou a perceber que sua verdadeira paixão estava na cozinha. “No final da faculdade, passei a ler livros sobre gastronomia. Sempre cozinhei com meu avô, o que acendeu ainda mais meu amor pela culinária”, relembra.
Decidido a seguir seu sonho, Paixão procurou um estágio no restaurante Taste Vin, onde teve sua primeira experiência na cozinha. “Quando entrei pela primeira vez, saí eufórico. Sabia que queria fazer aquilo para o resto da minha vida”, disse ele, lembrando-se da felicidade que sentiu ao trabalhar em um ambiente tão criativo.
A Influência da Gastronomia Francesa e a Criação do Glouton
Após juntar dinheiro suficiente, Leo Paixão embarcou para a França, onde fez um curso de culinária em Paris, acompanhado por sua esposa. “Foi a oportunidade que eu precisava, e ela teve um papel fundamental na minha trajetória”, destacou.
Ao retornar ao Brasil, Leo foi convidado a consultoria no Taste Vin, onde ficou por dois anos. Foi nesse período que surgiu a oportunidade de abrir o Glouton, um restaurante que se tornou referência na fusão da culinária contemporânea com a tradição mineira.
“No início, não tinha a intenção de fazer um restaurante mineiro, mas fui me adaptando ao que o público apreciava. Assim, incorporei ingredientes típicos de Minas em pratos que utilizavam técnicas francesas”, explicou Paixão, que logo conquistou prêmios e reconhecimento.
Após o sucesso do Glouton, o chef se lançou em novos desafios, como a abertura do Ninita, um restaurante que homenageia sua bisavó e oferece pratos que mesclam a tradição italiana com a culinária mineira. “Queria criar um espaço que atendesse o desejo dos clientes, que pediam pratos mais tradicionais e simples”, revelou.
Reconhecimento e Novos Projetos na Gastronomia Brasileira
Com quatro restaurantes em operação atualmente, Leo Paixão reflete sobre os desafios de ser um chef fora dos tradicionais eixos gastronômicos, como Rio de Janeiro e São Paulo. “Minas tem seu próprio espaço na gastronomia brasileira, e o público é curioso e aberto a novas experiências”, comentou.
Embora tenha sido premiado em diversas competições, o chef não se atém à expectativa do Guia Michelin. “O reconhecimento dos nossos clientes é o que realmente importa. Não precisamos de uma validação internacional para saber que nosso trabalho é bem feito”, afirmou, destacando a importância da satisfação dos frequentadores e da equipe.
Ainda com planos de expansionar sua atuação, Leo Paixão já está em busca de um local para seu novo restaurante japonês. “É um sonho antigo, e espero realizá-lo em breve, pois sempre nutri uma paixão pelo Japão”, confessou.
Por fim, o chef compartilhou sua visão sobre a gestão de tantos restaurantes com diferentes propostas. Ele se vê como um CEO, mas continua sendo o criador dos pratos. “Sou eu quem desenvolve os conceitos e treina a equipe. É essencial manter a qualidade e a paixão em tudo que fazemos”, concluiu.
