Casos Confirmados de Mpox em Minas Gerais
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou nesta segunda-feira (23) que o estado já soma três casos confirmados de Mpox em 2026. Destes, dois são de pacientes residentes em Belo Horizonte, enquanto o terceiro é de um morador de Contagem, na região metropolitana. As vítimas são homens com idades entre 35 e 45 anos. Além dos casos confirmados, outras 19 notificações foram feitas ao estado.
O Que É a Mpox?
A Mpox, uma doença com origem em países africanos, ainda não possui um tratamento eficaz e, dependendo da variante, pode ser grave. Melissa Valentini, infectologista do Lab-to-Lab Pardini, explica que a doença é causada por um vírus da mesma família que a varíola humana, erradicada em 1980. Existem dois clados principais do vírus: o clado 1, associado a casos mais severos, e o clado 2, que geralmente provoca manifestações mais brandas.
A Evolução do Vírus e Casos no Brasil
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou recentemente o surgimento de uma nova variante do vírus. Em uma atualização, a Bahia também registrou dois casos de Mpox e outros estão sob investigação. Além disso, Porto Alegre também notificou um caso da doença. Até 2022, os casos fora da África eram considerados raros e frequentemente ligados ao contato com animais infectados. Contudo, houve uma mudança notável no padrão de transmissão, que agora ocorre predominantemente entre pessoas, através de contato íntimo e relações sexuais desprotegidas.
Identificando os Sintomas da Mpox
Conforme informações da SES-MG, os principais sinais e sintomas da Mpox incluem lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dores de cabeça, calafrios e fraqueza generalizada. Diante da apresentação desses sintomas, é recomendado que a pessoa procure uma Unidade Básica de Saúde para uma avaliação clínica. É essencial informar sobre qualquer contato com indivíduos que apresentem suspeita ou confirmação da doença.
Período de Incubação e Medidas de Prevenção
O período de incubação da Mpox, ou seja, o intervalo entre o contato inicial com o vírus e o início dos sintomas, costuma variar de 3 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias. A transmissão da doença ocorre principalmente por contato direto com as lesões, fluidos corporais e objetos contaminados. A saliva e relações sexuais desprotegidas são vias comuns de transmissão.
Para prevenir a infecção, recomenda-se evitar o contato com pessoas que apresentem sintomas ou confirmação da doença. Em situações que exijam cuidados, o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras, é altamente indicado. Aqueles com suspeita ou confirmação de Mpox devem permanecer em isolamento até o término do período de transmissão e não compartilhar objetos pessoais, como toalhas e utensílios.
Diagnóstico e Tratamento da Mpox
O diagnóstico da Mpox é realizado através da coleta de material das lesões e análise laboratorial por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase). No que diz respeito ao tratamento, ainda não há uma solução definitiva, sendo o acompanhamento clínico focado no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. Na maioria dos casos, a evolução da doença é leve ou moderada.
Casos de Mpox e Situação no Brasil
De acordo com dados do Ministério da Saúde, pelo menos 62 pessoas foram afetadas pela Mpox no Brasil em 2026. A maioria dos casos registrados no país apresenta manifestações leves e moderadas, sem registro de óbitos até o momento. A maior concentração de casos está em São Paulo, que contabiliza 44 confirmações.
