Número Crescente de Casos de Mpox em Minas Gerais
Os casos de Mpox, doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos, voltaram a aumentar em Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulgou que já são cinco confirmações da doença no estado, com as últimas duas ocorrendo nesta terça-feira (24). Uma das novas vítimas reside em Formiga, no Centro-Oeste mineiro, enquanto a outra está em Belo Horizonte, a capital do estado. Com esse registro, o total de pessoas infectadas na capital mineira agora é de três.
As duas primeiras confirmações de Mpox em Belo Horizonte ocorreram em janeiro, especificamente nos dias 7 e 29. Além disso, um caso isolado em Contagem, que também faz parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi registrado na mesma data, 29 de janeiro.
De acordo com a SES-MG, todos os casos confirmados até o momento envolvem homens com idades variando entre 30 e 45 anos. Felizmente, a pasta informou que nenhum dos pacientes apresentou complicações graves, e todos estão se recuperando bem.
Minas Gerais e o Cenário Nacional de Mpox
Atualmente, Minas Gerais ocupa a terceira posição no Brasil em número de casos confirmados de Mpox, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. No total, o país contabiliza 88 casos da doença. Os dados foram disponibilizados por meio do painel de monitoramento da Mpox, acessível no site do Ministério da Saúde.
O que é a Mpox?
A Mpox, originária de nações africanas, ainda carece de um tratamento específico, e a gravidade da doença pode variar conforme a variante do vírus. Segundo a infectologista do Lab-to-Lab Pardini, Melissa Valentini, a condição é provocada por um vírus da mesma família da varíola humana, erradicada em 1980.
O vírus da Mpox possui dois clados principais: o clado 1, que vem da África Central e está frequentemente associado a quadros mais severos, e o clado 2, da África Ocidental, que costuma causar manifestações mais brandas.
Quais os Sintomas da Mpox?
Conforme informações da SES-MG, os sintomas mais comuns incluem lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dores de cabeça, calafrios, fraqueza e dores no corpo. O órgão recomenda que, ao notar qualquer um desses sinais, a pessoa busque uma Unidade Básica de Saúde para uma avaliação clínica adequada. Também é crucial informar se houve contato recente com indivíduos que apresentem suspeitas ou confirmações da doença.
O intervalo entre o primeiro contato com o vírus e o início dos sintomas (período de incubação) é geralmente de 3 a 16 dias, mas pode se estender até 21 dias em alguns casos.
Prevenção da Mpox
A transmissão da Mpox ocorre majoritariamente por meio do contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, o que significa que a doença pode ser transmitida pela saliva e durante relações sexuais. Para evitar a contaminação, a orientação é que se evite o contato com pessoas que apresentem suspeita ou confirmação da doença.
Se cuidados forem necessários, é essencial utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras. Indivíduos com suspeita ou confirmação de infecção devem permanecer em isolamento até que o período de transmissão tenha sido encerrado e evitar compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas e utensílios de cozinha. A higiene das mãos deve ser reforçada, utilizando água e sabão ou álcool em gel regularmente.
Tratamento da Mpox
No momento, não há um tratamento definido para a Mpox; o foco está em oferecer suporte clínico que alivie os sintomas e previna complicações. A maioria dos casos é caracterizada por evolução leve a moderada e tende a se resolver naturalmente.
