Aumento dos Casos de Mpox em Minas Gerais
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou a confirmação do quinto caso de mpox no estado em 2024. Os dois casos mais recentes foram reportados na terça-feira, 24 de fevereiro. A SES-MG ressalta que, além do terceiro registro em Belo Horizonte, um paciente de Formiga, na região Centro-Oeste, também foi diagnosticado e está em processo de recuperação.
Dados atualizados pelo Ministério da Saúde até o último dia 20 indicam que o Brasil possui 88 casos confirmados da doença, sendo que São Paulo concentra 63 desses diagnósticos e o Rio de Janeiro soma 15 confirmações. Essa situação ainda reflete a importância de se manter vigilante diante dos sinais da doença.
Principais Sinais e Sintomas da Mpox
Os sintomas mais comuns da mpox incluem lesões cutâneas, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dores de cabeça, dores no corpo, calafrios e sensação de fraqueza. Ao apresentar qualquer um desses sinais, a recomendação é buscar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS). É fundamental informar ao profissional de saúde sobre qualquer contato recente com casos suspeitos ou confirmados da doença.
Formas de Transmissão e Prevenção
A transmissão do vírus ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Para prevenir a infecção, evita-se o contato próximo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos ou que já tenham sido confirmadas como portadoras da doença. Em situações que demandem assistência, é imprescindível o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e máscaras.
Indivíduos que apresentem suspeita ou confirmação de mpox devem manter isolamento até que o período de transmissão esteja encerrado e não devem compartilhar objetos pessoais, incluindo toalhas, roupas, lençóis e talheres. Além disso, a higienização frequente das mãos, utilizando água e sabão ou álcool em gel, é uma medida essencial para evitar a propagação do vírus.
Tratamento e Vacinação
O tratamento para a mpox é focado no suporte clínico, visando o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações. A grande maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada, e até o momento não há um medicamento específico aprovado para a doença.
A estratégia de vacinação prioriza indivíduos considerados de alto risco de desenvolvimento de formas graves da doença, como pessoas vivendo com HIV/aids que possuem imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células por milímetros cúbicos nos últimos seis meses. A vacina também é recomendada para profissionais de laboratório que atuam em ambientes de biossegurança nível 2 e para aqueles que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
