Ação Criminosa em Belo Horizonte
Na madrugada da última terça-feira (10/3), um ônibus da linha 626, que faz a rota entre a Estação Venda Nova e o bairro Esplendor, foi incendiado no bairro Mantiqueira, localizado na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Segundo informações da Polícia Militar, o incidente ocorreu por volta das 3h e envolveu a ação de dois homens armados.
De acordo com as primeiras apurações, os criminosos abordaram o veículo utilizando um Fiat Palio, forçando o motorista a abrir as portas do coletivo. Um deles entrou no ônibus e, sob ameaças, roubou o celular do condutor. Surpreendentemente, antes de deixar o local, um dos bandidos deixou um bilhete com reivindicações que denunciavam maus-tratos ocorridos no presídio de São Joaquim de Bicas 1, expressando a insatisfação dos detentos em relação às condições de encarceramento.
Destruição e Consequências
Após a abordagem, os criminosos jogaram gasolina no ônibus e atearam fogo ao veículo, que ficou completamente destruído. A ação causou a interrupção da circulação na rua Jordélia Maria do Carmo, afetando o trânsito local. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) lamentou a perda do ônibus. Em nota, o sindicato destacou que o motorista não sofreu ferimentos e reforçou a preocupação com os passageiros, que são os mais impactados por esse tipo de crime. Além disso, a nota ressaltou que o custo para reposição de um ônibus convencional, como o modelo incendiado, gira em torno de R$ 900 mil, e que o seguro não cobre a totalidade da perda.
Repercussão e Investigação
Sobre as alegações de maus-tratos mencionadas no bilhete, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a Polícia Penal já está ciente da situação e está acompanhando os desdobramentos do caso. Em uma declaração enviada à imprensa, a Sejusp destacou que, no momento, não é possível afirmar a ligação entre o incêndio e as condições do sistema prisional de Minas Gerais.
A equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para controlar as chamas e, em razão do incêndio, também aplicou serragem no local para conter o óleo derramado. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) também foi chamada devido a danos na rede elétrica causados pelo fogo. A situação levanta questões sobre a segurança dos transportes públicos e a necessidade de estratégias mais eficazes para coibir ações criminosas como essa, que não apenas causam danos físicos, mas também afetam diretamente a rotina dos cidadãos que dependem do transporte coletivo.
