Movimento Político em Minas Gerais
Na última terça-feira (10/3), o cenário político de Minas Gerais ganhou novos contornos com a filiação de pelo menos sete aliados do ex-presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD), ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Essa movimentação acende as expectativas sobre uma possível candidatura do senador ao governo do estado. Com a recente filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, as chances de Pacheco continuar na legenda antiga tornaram-se praticamente inviáveis, o que pode abreviar sua adesão ao PSB.
Fontes próximas ao senador confirmaram que ele teve um papel ativo nas articulações que levaram à união dos novos filiados na sigla. Um dos interlocutores mencionou que esses novos integrantes podem, em um futuro próximo, contribuir para a formação de um arco de alianças em torno de uma candidatura ao Palácio Tiradentes. “Mais à frente, esses nomes podem integrar a base aliada”, destacou a fonte. Ele ressaltou, entretanto, que as conversas sobre a composição da chapa têm ocorrido simultaneamente à discussão sobre a filiação de Pacheco, podendo não estar completamente atreladas à sua possível candidatura.
Convite do PSB e Apoio Potencial
Otacilinho Costa, presidente estadual do PSB, revelou ao portal Aparte que já havia convidado Pacheco a se filiar à legenda, mesmo antes da adesão de Simões ao PSD, ao perceber mudanças no ambiente político. “Enquanto outros partidos ainda avaliam se o receberão, o PSB fará o oposto: estenderemos o tapete vermelho para recebê-lo com toda a honraria que ele merece”, afirmou. Caso Pacheco decida realmente disputar o governo, o PSB já sinalizou que o apoiará, mesmo que ele não se filie oficialmente.
Além disso, uma fonte do PT mencionou que o presidente nacional do PSB, João Campos, também teria convidado o senador para integrar o partido. Com a crescente movimentação, outros partidos como o MDB e o União Brasil também foram cogitados em conversas sobre a filiação de Pacheco. Contudo, o MDB já conta com Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, como pré-candidato ao governo, e Azevedo confirmou ter recebido apoio do senador para sua disputa ao Executivo. Recentemente, Pacheco indicou que não irá se filiar ao MDB durante a janela partidária.
União Brasil e Desafios na Filiação
A possibilidade de Pacheco se filiar ao União Brasil também perdeu força, mesmo que não tenha sido totalmente descartada. Na segunda-feira (9/3), Marcelo Aro (PP), secretário de Estado de Governo e pré-candidato ao Senado, revelou que recebeu a confirmação do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, de que Pacheco não deve se filiar para a disputa de 2026. Para seus aliados, a escolha da nova sigla deve contemplar um partido mais amplo, com maior capilaridade eleitoral.
Diante deste quadro, o União Brasil se apresenta como uma opção mais apropriada em comparação ao PSB. Contudo, algumas lideranças ainda veem o PSB como uma alternativa viável. Embora a legenda não seja considerada a que melhor atenda as expectativas do grupo político, a proximidade do partido com o apoio nacional a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode acelerar as negociações de filiação e uma possível candidatura de Pacheco. O presidente nacional do PSB, João Campos, já manifestou a intenção de atuar ativamente na campanha pela reeleição de Lula.
