Compromisso Inabalável com Aro
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, do PSD, reafirmou nesta segunda-feira, 27 de abril, seu apoio à candidatura de Marcelo Aro ao Senado nas eleições de 2026. A declaração ocorreu durante a entrega da aeronave Arcanjo 15 ao Corpo de Bombeiros, em Belo Horizonte. Apesar das recentes tensões políticas geradas pela filiação do senador Carlos Viana ao PSD, Simões evitou comentar possíveis negociações com o PL, partido que inicialmente poderia integrar sua chapa.
Simões destacou que “Marcelo Aro é parte da minha chapa desde o momento zero. É um compromisso meu com a Federação União Progressista. Não há nenhum recuo em relação à candidatura dele.” Essa declaração visa minimizar os efeitos do desgaste dentro da base aliada, que se intensificaram com a chegada de Carlos Viana ao PSD, um movimento que foi articulado por Simões juntamente com o presidente estadual do partido, Cássio Soares.
Tensões internas e reação de Aro
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A filiação de Viana, que se prepara para disputar a reeleição ao Senado, não foi bem recebida pelos apoiadores de Aro. O ex-secretário de Governo, que deixou o cargo em abril para concorrer, manifestou publicamente seu descontentamento, reclamando da falta de consulta sobre a decisão. Nos bastidores, aliados de Aro consideraram essa mudança como uma “traição”, dado que Viana foi incentivado a deixar o Podemos, partido que compunha a base de Aro.
Por um lado, Aro se posicionou como um dos principais nomes da base governista ao Senado, prometendo formar uma aliança com a federação União Progressista e detendo cerca de 20% do tempo de propaganda eleitoral gratuita. Por outro lado, Viana chega ao PSD com um capital político considerável e a confiança do governador.
Negociação com o PL e a vaga de vice
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Quando questionado sobre a possibilidade de aliança com o PL, que era inicialmente considerada na composição da chapa, Simões adotou uma postura cautelosa. Ele enfatizou que a definição dessa aliança depende do posicionamento dos liberais em relação à disputa pelo governo estadual. “Não me parece que a gente tenha chegado ao momento de discutir a relação PSD-PL ainda. O PL continua insistindo que talvez prefira ter candidatura própria ou até não ter candidatura ao governo. Precisamos esperar para ver como eles vão caminhar”, comentou.
O PL já lançou o nome do deputado federal Domingos Sávio como pré-candidato ao Senado, o que adiciona uma nova variável a essa complexa equação política. Se o PL decidir se unir à base de Simões, será necessário acomodar os interesses em uma chapa que já enfrenta concorrências entre candidaturas.
Um ponto de negociação que surge nesse cenário é a vaga de vice-governador. Simões não descartou a possibilidade de oferecer esse cargo ao PL como uma estratégia para viabilizar a aliança. “Talvez, quando o PL se aproximar, e eu vou trabalhar muito para isso, seja essa vaga que a gente vai discutir para equacionar essas posições”, revelou o governador.
Possíveis colaborações futuras
Em declarações anteriores, Simões indicou que a escolha para o posto de vice poderia envolver o nome de Romeu Zema, o que abre espaço para uma potencial aliança com o Partido Novo na chapa majoritária. Essas movimentações evidenciam a complexidade das relações políticas em Minas Gerais, onde a articulação entre partidos é vital para o sucesso eleitoral.
A entrega do helicóptero Arcanjo 15, que custou cerca de R$ 43,5 milhões e foi adquirido através de recursos do Ministério Público de Minas Gerais e do Ministério Público Federal, acontece em um contexto onde o governador busca fortalecer sua imagem e a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros, que agora conta com uma UTI aérea capaz de transportar até oito pessoas a uma velocidade de até 260 km/h.
