Renovação da frota e fiscalização intensificada
A Prefeitura de Belo Horizonte implementa medidas para aprimorar o transporte coletivo da capital mineira, destacando a renovação da frota, o aumento da fiscalização sobre as concessionárias e investimentos em infraestrutura. Entre 2025 e 2026, foram incorporados 454 ônibus novos, sendo 353 em 2025 e 101 em 2026. Com isso, a cidade alcançou a menor idade média de frota entre as capitais brasileiras, de 4 anos e 10 meses, inferior à média nacional de 6 anos e 5 meses.
Os veículos adquiridos contam com ar-condicionado, suspensão a ar, elevadores para acessibilidade e motores padrão Euro 6, que reduzem a emissão de poluentes. Atualmente, 92% da frota possuem ar-condicionado e todos os ônibus são acessíveis, conforme informado pela Prefeitura.
Fiscalização rigorosa e impacto financeiro nas concessionárias
A fiscalização da operação do transporte coletivo foi intensificada pela Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob) e pela BHTrans, que emitiram mais de 64 mil autuações entre janeiro de 2025 e junho de 2026 por irregularidades na prestação do serviço. O monitoramento ocorre diariamente em estações, pontos finais, garagens e itinerários, além de acompanhamento em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), que utiliza câmeras e rastreamento via GPS.
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Além disso, as reclamações dos usuários são consideradas para orientar as ações de fiscalização. A Prefeitura destaca que o desempenho das empresas influencia diretamente na remuneração complementar prevista na legislação municipal. No primeiro semestre de 2026, R$ 39,5 milhões deixaram de ser repassados às concessionárias que não cumpriram os indicadores de qualidade, como limpeza, segurança, conservação dos veículos, funcionamento do ar-condicionado, pontualidade e cumprimento das viagens.
Investimentos em infraestrutura e programas de mobilidade
O superintendente de Mobilidade, Frederico Augusto, ressaltou que as ações visam oferecer um transporte coletivo mais eficiente e acessível. Ele destacou que Belo Horizonte possui ônibus modernos, confortáveis e menos poluentes, além de iniciativas como o Catraca Livre e o Madrugão, que ampliaram o acesso ao sistema nos domingos, feriados e durante a madrugada.
Para priorizar o transporte coletivo, a Prefeitura investiu R$ 139,4 milhões por meio do Novo PAC na implantação de 64,3 quilômetros de faixas exclusivas e preferenciais para ônibus, além de expandir a malha cicloviária em 51,3 quilômetros. A primeira fase dessas intervenções foi concluída na Avenida João Pinheiro, Praça da Liberdade e Avenida Cristóvão Colombo.
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Outro projeto em andamento é o Move Amazonas, que contempla 39,7 quilômetros de intervenções viárias com o objetivo de reduzir o tempo das viagens de ônibus. Na área de sustentabilidade, a Prefeitura homologou licitações para a compra de 100 ônibus elétricos e 27 carregadores, com previsão de entrega dos primeiros veículos ainda em 2026.
