A Fundação do PSD e seus Primeiros Passos
Em 13 de abril de 2011, no auditório da Câmara dos Deputados em Brasília, Gilberto Kassab formalizou a criação do Partido Social Democrático (PSD), após deixar o DEM. Com a ideia de que havia espaço para um partido de centro em um cenário político cada vez mais polarizado, Kassab disse: “Nós entendíamos que a sociedade brasileira é moderada e que havia espaço para nascer um partido. E eu acho que foi acertada a decisão, haja vista o crescimento e a consolidação do PSD nesses 13 anos”.
Entre os primeiros a se filiar ao partido estavam nomes como Rômulo Gouveia, então vice-governador da Paraíba, a ex-senadora Kátia Abreu e o ex-governador do Amazonas, Omar Aziz. O registro oficial do PSD foi concedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro de 2011. A data de 13 de abril, contudo, é celebrada como o dia da fundação.
A Arrancada da Nova Legenda
Com uma base inicial robusta de 55 deputados federais, o PSD conquistou rapidamente uma posição significativa no Congresso, sendo a terceira maior bancada. Kassab, em um movimento estratégico, atraiu congressistas de diversas legendas, incluindo 17 do DEM, além de representantes do PSDB, MDB e PP.
A criação do PSD não passou despercebida, provocando reações intensas de partidos rivais, que acusavam a nova legenda de se beneficiar de uma onda de troca partidária. O TSE, no entanto, validou as novas filiações, permitindo ao partido seguir seu curso.
A Integração com o Governo e Crescimento Eleitoral
Nos primeiros anos, o PSD integrou a base do governo Dilma Rousseff (PT), evidenciando seu pragmatismo. Essa aproximação foi vista por muitos como uma forma de priorizar espaço político em detrimento de uma identidade programática clara.
O primeiro grande teste do partido ocorreu nas eleições municipais de 2012, onde conquistou 494 prefeituras. Embora ainda distante do MDB, líder histórico nas eleições municipais, o PSD mostrou que estava pronto para desafios maiores.
Crescimento Contínuo nas Eleições
Durante as eleições gerais de 2014, o partido consolidou sua posição como a quinta força política na Câmara, com 36 parlamentares. O crescimento foi constante em pleitos posteriores, com 652 prefeituras em 2016 e 659 em 2020. A estratégia do PSD, que abrigou políticos de diferentes espectros em busca de um espaço pragmático, rendeu frutos significativos.
O partido continuou a se expandir nas eleições de 2022, quando elegeu 42 deputados federais, firmando-se como a terceira maior bancada da Câmara. Em 2026, Kassab havia estabelecido uma rede de governadores que fortaleceu a presença nacional do PSD, com líderes como Ratinho Junior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
O PSD Hoje e O Futuro
Em 2024, o PSD alcançou a impressionante marca de 891 prefeitos, superando o MDB, até então o maior partido nas prefeituras desde 1988. O partido também garantiu a eleição de cinco prefeitos de capitais, incluindo Eduardo Paes no Rio de Janeiro e Fuad Noman em Belo Horizonte.
Kassab atribui esse crescimento à estratégia focada na ampliação da presença regional e à consolidação de líderes locais, destacando o sucesso no Sul e Sudeste do Brasil.
Identidade e Propostas do PSD
O PSD se define como um partido de centro pragmático, unindo uma agenda liberal na economia com políticas sociais robustas. Kassab afirmou: “Somos liberais na economia, mas com cuidado muito grande nas pautas sociais”, enfatizando a defesa do SUS, educação pública e transparência nas gestões.
O dirigente ainda mencionou a importância de reformas institucionais, como a administrativa e o voto distrital misto, que permanecem no cerne da agenda do partido.
A Candidatura à Presidência em 2026
Para 2026, o PSD se prepara para lançar seu primeiro candidato à Presidência da República: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Kassab acredita que essa candidatura representa a culminação de 13 anos de esforços e evolução do partido. Os números de pesquisas recentes, como a Datafolha, mostram um cenário positivo para Caiado, que está empatado tecnicamente com Lula no segundo turno.
O futuro se apresenta promissor para o PSD, que vê em sua trajetória a confirmação de um espaço significativo na política brasileira. Kassab afirma: “É inquestionável que o PSD se consolidou como um dos partidos mais importantes da democracia brasileira”.
